Operação Miragem: Digimais tinha governança centralizada em núcleo ligado a Edir Macedo
Operação Miragem: Digimais tinha governança centralizada

A Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem para investigar suspeitas de fraudes financeiras no Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo desde 2020. A investigação aponta que a governança do banco era concentrada em um núcleo de pessoas próximas ao líder religioso, incluindo João Urbaneja, presidente do banco, e seu filho Thiago Urbaneja, que comandava o conselho de administração. Ambos estão entre os alvos da operação.

Estrutura de governança e alvos da operação

De acordo com as investigações, João Urbaneja e Thiago Urbaneja ocupavam simultaneamente a presidência e o comando do conselho de administração do Digimais, o que indica uma centralização de poder. A Polícia Federal suspeita que essa estrutura facilitou a manipulação de balanços e a ocultação de prejuízos. O banco, originalmente fundado como Banco Renner em 1981, foi adquirido por Edir Macedo em 2020 e passou a se chamar Digimais.

Prejuízos e disputas judiciais

O Digimais enfrenta sérios problemas financeiros. Em 2022, registrou um prejuízo de R$ 740 milhões, conforme balanço divulgado. Além disso, o banco está envolvido em disputas judiciais, incluindo ações movidas por investidores que alegam ter sofrido perdas com supostas irregularidades. A Operação Miragem busca aprofundar as apurações sobre essas denúncias.

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Impacto e desdobramentos

A operação da PF já cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O caso levanta questionamentos sobre a governança corporativa de instituições financeiras controladas por grupos religiosos. O Banco Digimais, por meio de sua assessoria, afirmou que colabora com as investigações e nega irregularidades. No entanto, os indícios coletados até agora apontam para um esquema de fraudes que pode ter causado danos milionários a credores e clientes.

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