A fiscalização contra produtos piratas durante a Copa do Mundo de 2026 resultou na apreensão de aproximadamente 1 milhão de camisas da seleção brasileira e de outros países, além de 335 mil figurinhas e álbuns falsificados. As ações da Receita Federal ocorreram nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Roraima, evitando uma sonegação fiscal estimada em R$ 39 milhões.
Operações em estados estratégicos
As apreensões foram realizadas em operações integradas da Receita Federal com as polícias Civil e Militar. Em São Paulo, o foco foi o combate à venda de camisas piratas em feiras e comércios populares. No Rio de Janeiro, a ação se concentrou em camelôs na orla de Copacabana e em outros pontos turísticos. Em Roraima, a fiscalização ocorreu na fronteira com a Venezuela, onde produtos falsificados entravam ilegalmente no país.
Além das camisas, foram recolhidas 335 mil figurinhas e álbuns falsificados, que imitavam os produtos oficiais do álbum da Copa. A Receita Federal estima que a sonegação de impostos com a venda desses itens chegaria a R$ 39 milhões, valor que deixaria de ser arrecadado para os cofres públicos.
Bloqueio de sites ilegais dispara
Paralelamente às ações físicas, o combate à pirataria digital também foi intensificado. Desde o início do Mundial, 4.500 sites que transmitiam ilegalmente as partidas foram bloqueados. O número representa um aumento significativo em relação a edições anteriores da Copa. A medida visa proteger os direitos de transmissão das emissoras oficiais e coibir a perda de receita publicitária.
“A pirataria prejudica não apenas os detentores de direitos autorais, mas também a economia como um todo, gerando concorrência desleal e sonegação fiscal”, afirmou o coordenador-geral de Fiscalização da Receita Federal, em nota oficial.
Impacto na economia e na legalidade
As ações de fiscalização têm como objetivo proteger a legalidade e a concorrência justa, além de garantir o recolhimento de tributos. A Receita Federal alerta que a venda de produtos piratas é crime e pode resultar em multas e até prisão. O órgão orienta os consumidores a adquirirem produtos licenciados, que geram empregos e contribuem para o desenvolvimento do país.
Com o avanço da tecnologia, a pirataria digital também se tornou um desafio crescente. O bloqueio de sites ilegais é uma das ferramentas utilizadas para coibir a prática, mas a conscientização do público é essencial. “O consumidor tem um papel fundamental ao optar por produtos e serviços legais”, destacou o coordenador.



