CDBs do Digimais sob investigação ainda são negociados em plataformas
CDBs do Digimais sob investigação ainda são negociados

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do Banco Digimais, alvo de investigação da Polícia Federal por supostos crimes financeiros, continuam sendo ofertados em plataformas de investimento como XP, BTG Pactual, Itaú e Inter. Apesar de as emissões primárias terem sido paralisadas por essas instituições, os títulos ainda podem ser negociados no mercado secundário entre clientes, com remuneração que chega a 140% do CDI.

Investigação da PF e impacto nas emissões

O Banco Digimais é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura possíveis irregularidades financeiras. Em decorrência disso, as principais plataformas de investimento do país suspenderam novas emissões de CDBs do banco. No entanto, conforme apurado, os papéis já emitidos continuam sendo negociados entre investidores no mercado secundário, sem restrições por parte das corretoras.

Procuradas, as empresas afirmaram que não realizam novas ofertas primárias dos títulos, mas que as negociações entre clientes são permitidas. O BTG Pactual, por exemplo, mantém em sua plataforma a oferta de CDBs do Digimais com rentabilidade de 140% do CDI, conforme print obtido pela reportagem.

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Remuneração atrativa e riscos

A alta remuneração, de até 140% do CDI, chama a atenção de investidores em busca de rendimento acima da média. Entretanto, especialistas alertam para os riscos associados a títulos de instituições sob investigação. “O investidor precisa avaliar o risco de crédito e a possibilidade de default, especialmente quando o banco emissor está sendo investigado por crimes financeiros”, afirma Carlos Eduardo, analista do setor bancário.

O Banco Digimais, por sua vez, declarou que não comentará as interrupções nas ofertas de seus CDBs. A instituição não se pronunciou oficialmente sobre a investigação em andamento.

Mercado secundário como alternativa

No mercado secundário, os CDBs do Digimais são negociados entre investidores, sem a participação direta do banco emissor. Isso significa que, embora novas emissões estejam suspensas, os títulos já existentes podem ser comprados e vendidos livremente nas plataformas. Essa dinâmica mantém a liquidez dos papéis, mas também expõe os compradores aos mesmos riscos associados ao banco.

Até o momento, não há determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou do Banco Central que proíba a negociação desses títulos. As plataformas, no entanto, monitoram a situação e podem adotar medidas adicionais caso novos desdobramentos ocorram.

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