Light arrecada R$ 1,24 bi em aumento de capital; XP reduz preço-alvo
Light arrecada R$ 1,24 bi; XP reduz preço-alvo para R$ 5,50

A Light (LIGT3) arrecadou cerca de R$ 1,24 bilhão em aumento de capital no âmbito do processo de recuperação judicial. Com a maior demanda dos investidores pelas ações, a XP Investimentos revisou suas estimativas para a companhia, ajustando o preço-alvo e incorporando cenários regulatórios.

XP mantém recomendação de compra, mas reduz preço-alvo

A XP manteve a recomendação de compra para os papéis da Light, porém reduziu o preço-alvo para o final de 2026 de R$ 6,30 para R$ 5,50 por ação. A revisão levou em conta as incertezas relacionadas à revisão tarifária e às possíveis mudanças regulatórias em andamento.

Após a revisão tributária, a XP projeta que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) possa atingir R$ 2,3 bilhões, ante os atuais R$ 1,2 bilhão nos últimos doze meses. Esse resultado dependerá principalmente do desfecho das discussões regulatórias, que devem começar com audiência pública sobre perdas regulatórias e inadimplência.

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Impacto da revisão tarifária no Ebitda

Os analistas esperam que a revisão tarifária da Light traga uma atualização relevante nas perdas regulatórias reconhecidas nas tarifas da companhia. Atualmente, as perdas estão em torno de 41% e podem passar para cerca de 55% a 60%. Também é esperado um aumento do Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) regulatório e do Opex regulatório.

Segundo a XP, a combinação desses elementos deve adicionar R$ 1,1 bilhão ao Ebitda e reduzir a diferença em relação ao Ebitda regulatório em aproximadamente R$ 800 milhões.

Potenciais de valorização adicionais

Além da revisão tributária, a agenda da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) traz outros fatores de valorização para a Light. A nova metodologia para perdas em áreas de alto risco e a atualização da base de dados que calcula a inadimplência regulatória podem adicionar até R$ 400 milhões ao Ebitda da companhia.

A XP incorpora em seus cálculos 50% do potencial de melhora no reconhecimento da inadimplência e das perdas em áreas de alto risco ao cenário-base. As novas estimativas também incluem R$ 4 bilhões em prejuízos acumulados, valor que, segundo os analistas, poderá reduzir o pagamento de impostos em caixa.

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