Ibovespa renova mínima com 0,50% aos 171.123,94 pontos
Ibovespa renova mínima com 0,50% aos 171.123,94

O Ibovespa renovou sua mínima histórica em pontos nesta sessão, recuando 0,50% e fechando aos 171.123,94 pontos. O movimento foi influenciado pelo cenário externo negativo e pelo avanço dos juros futuros, que pressionaram os ativos de risco.

Desempenho do índice

O principal índice da bolsa brasileira operou em queda durante grande parte do pregão, com investidores cautelosos diante da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e da valorização do dólar. A mínima do dia ocorreu no final da tarde, quando o Ibovespa atingiu 171.123,94 pontos, superando o recorde negativo anterior de 171.200 pontos registrado na semana passada.

Segundo analistas, o movimento reflete a aversão global ao risco, com dados econômicos nos Estados Unidos indicando inflação persistente, o que reduz as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Além disso, o mercado local acompanha a tramitação da reforma tributária no Congresso, que gera incertezas quanto ao impacto fiscal.

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Setores e ações

As maiores contribuições negativas vieram dos setores de commodities e bancos. As ações da Vale (VALE3) caíram 1,2%, acompanhando a queda do minério de ferro na China. Já os papéis do setor financeiro, como Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), recuaram 0,8% e 0,9%, respectivamente, pressionados pelo avanço da curva de juros.

No lado positivo, as ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,3%, impulsionadas pela alta do petróleo no mercado internacional. A empresa também anunciou a redução do preço do diesel nas refinarias, o que pode impactar os resultados futuros.

Perspectivas

Para os próximos dias, a tendência é de volatilidade, com investidores de olho nos dados de emprego nos EUA e na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem. O mercado espera que o Banco Central mantenha a Selic em 13,75% ao ano, mas qualquer sinalização de mudança pode influenciar o Ibovespa.

"O cenário ainda é desafiador, com juros altos no mundo e incertezas fiscais no Brasil. A bolsa deve continuar testando suportes importantes", afirmou um estrategista de um banco de investimentos, sob condição de anonimato.

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