Ibovespa Futuro sobe com pausa no Oriente Médio e dados eleitorais
Ibovespa Futuro sobe com pausa no Oriente Médio

O Ibovespa Futuro iniciou a semana em alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (27), refletindo dois fatores principais: a pausa no conflito entre Estados Unidos e Irã e a estabilidade das pesquisas eleitorais. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice com vencimento em agosto subia 0,35%, alcançando 175.325 pontos, em um movimento de alívio após as tensões das semanas anteriores.

Cenário eleitoral: pesquisas indicam estabilidade

O ambiente político doméstico contribui para a confiança dos investidores. Na sexta-feira, pesquisa Datafolha mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto para um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que obteve 43%. Os números apontam estabilidade entre os dois pré-candidatos. Já nesta segunda-feira, a pesquisa BTG/Nexus revelou que Lula manteve 47% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Flávio caiu um ponto percentual, para 43%, em relação ao levantamento anterior de 13 de julho.

Diplomacia e acordos internacionais

Na pauta externa, o governo brasileiro divulgou nota informando que Lula e o presidente da China, Xi Jinping, defenderam em conversa telefônica no domingo a aceleração das negociações para um acordo entre o Mercosul e a China. Além disso, Lula recebe nesta segunda-feira o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedeu entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, sem detalhes adicionais divulgados.

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Trégua no Oriente Médio derruba petróleo

No cenário internacional, a redução das hostilidades entre Estados Unidos e Irã impulsiona os mercados. O Irã afirmou no domingo que interromperá seus próprios ataques desde que os Estados Unidos façam o mesmo, enquanto militares norte-americanos estariam preocupados com a diminuição de seus estoques de munição. Essa trégua levou a uma forte desvalorização dos preços do petróleo, aliviando as preocupações inflacionárias que vinham pressionando os ativos de risco.

Semana decisiva com bancos centrais e balanços

A semana será marcada por decisões de política monetária: o Federal Reserve (Fed) anuncia sua decisão na quarta-feira, com cerca de um terço de chance de alta dos juros, segundo os mercados. O Banco da Inglaterra decide na quinta-feira, e o Banco do Japão, na sexta. Além disso, aproximadamente um terço das empresas do S&P 500 divulga resultados nesta semana, com lucros projetados para avançar 26,5% em relação ao ano passado, conforme dados da LSEG IBES. Em Wall Street, os futuros operam em alta: Dow Jones Futuro subia 1,11%, S&P Futuro avançava 0,87% e Nasdaq Futuro tinha valorização de 1,37%.

Dólar e commodities no radar

No mercado de câmbio, o dólar futuro operava com baixa de 0,30%, cotado a R$ 5,086. Na Ásia-Pacífico, os índices fecharam em alta, repercutindo o ambiente global mais favorável após a suspensão dos ataques no Oriente Médio. As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, pressionadas pela demanda sazonalmente fraca e margens de lucro menores do aço, contrariando as expectativas de que Pequim anunciaria um pacote de estímulo ainda esta semana. O petróleo, por sua vez, registrou forte desvalorização com a trégua entre EUA e Irã, reduzindo as preocupações com a escalada do conflito que durava quase duas semanas.

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