As ações da Azul (AZUL3) iniciaram o pregão desta quarta-feira em queda de 1,15%, sendo negociadas a R$ 23,22. O movimento de baixa ocorre em meio a um cenário de realização de lucros, após a companhia aérea registrar ganhos expressivos nos últimos dias.
Contexto do Mercado
O mercado acionário brasileiro opera sem direção definida, com investidores monitorando o noticiário corporativo e os desdobramentos da pandemia. A Azul, que vinha se destacando positivamente, agora enfrenta pressão vendedora. Segundo analistas, a correção é considerada natural após a forte valorização recente.
Desempenho Recente
Na véspera, os papéis da Azul fecharam em alta de 2,5%, acumulando ganhos de mais de 10% na semana. A queda de hoje, portanto, é vista como um ajuste técnico. A empresa tem se beneficiado da retomada gradual da demanda por viagens aéreas e da reabertura econômica.
De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, "a Azul continua sendo uma das melhores opções no setor aéreo brasileiro, mas movimentos de curto prazo como este são esperados". A recomendação da corretora é de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 28,00.
Perspectivas
Investidores aguardam a divulgação dos resultados trimestrais da companhia, prevista para as próximas semanas. A expectativa é de que a empresa apresente melhora nas margens operacionais e redução do endividamento. A Azul também tem se destacado pela eficiência operacional e pela malha aérea diversificada.
No cenário macroeconômico, a alta dos juros nos Estados Unidos e a inflação elevada no Brasil continuam sendo fatores de atenção para o mercado como um todo. Apesar disso, a Azul mantém perspectivas otimistas para o segundo semestre, com a expectativa de aumento na ocupação dos voos e na receita unitária.



