Ibovespa futuro cai com Trump e escalada geopolítica
Ibovespa futuro cai com Trump e escalada no Oriente Médio

O Ibovespa futuro iniciou os negócios desta quarta-feira (8) em queda, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. O movimento foi desencadeado pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o memorando de entendimento assinado com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio “acabou”. Às 9h01 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em agosto recuava 0,60%, aos 172.560 pontos.

Trump encerra acordo e petróleo dispara

Trump, que falava em Ancara antes da cúpula da Otan na capital turca, afirmou que não deseja mais se envolver com Teerã. “No que me diz respeito, lidar com eles é apenas uma perda de tempo”, declarou. A fala ocorreu após forças dos EUA e do Irã trocarem ataques no Golfo Pérsico, elevando as tensões geopolíticas.

O petróleo disparou mais de 5% com a escalada do conflito, enquanto as bolsas globais registraram quedas. O Dow Jones Futuro recuava 0,90%, o S&P Futuro caía 0,68% e o Nasdaq Futuro tinha baixa de 1,03%. O dólar futuro operava em alta de 0,38%, cotado a R$ 5,212 na venda.

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Mercados asiáticos e minério de ferro

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa. O índice Nikkei, do Japão, caiu 2,11%, o Topix recuou 1,37% e o Kospi, da Coreia do Sul, despencou 5,35%. Em contrapartida, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu quase 3%. O minério de ferro na China fechou em alta, impulsionado pela melhora na demanda por armazéns e pelo aumento nas vendas de imóveis.

Ata do Fed no radar

Os investidores aguardam a ata da reunião de política monetária de junho do Federal Reserve, prevista para as 15h. O documento pode trazer pistas sobre como as autoridades avaliam os riscos de inflação e o crescimento econômico. Uma das incertezas é se o presidente do Fed, Warsh, reformulará a ata de forma similar ao comunicado pós-reunião, que removeu todas as orientações futuras e reduziu descrições das condições econômicas atuais.

A escalada das tensões geopolíticas e a disparada do petróleo reacenderam preocupações com a inflação, influenciando as expectativas para os juros nos EUA e no Brasil.

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