Ibovespa cai com tensão geopolítica e inflação dos EUA acima do esperado
Ibovespa cai com tensão geopolítica e inflação dos EUA

O sinal negativo prevalecia na bolsa paulista nesta quarta-feira, em meio a um cenário externo adverso com aumento da tensão geopolítica, enquanto investidores também analisavam dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos.

Cenário externo pesa sobre Ibovespa

Por volta de 10h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, recuava 0,39%, a 169.143,34 pontos. O volume financeiro somava R$ 4,25 bilhões.

Na cena geopolítica, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o Irã demorou demais para negociar um acordo e que agora "terá que pagar o preço". Teerã, por sua vez, declarou que reavaliaria o diálogo diplomático com Washington após uma série de ataques recíprocos ocorridos durante a madrugada.

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Nesse contexto, o barril do petróleo sob o contrato Brent subia 0,85%, a US$ 92,23.

Inflação nos EUA

Em paralelo, o governo dos EUA disse que o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 4,2% nos 12 meses até maio, em linha com o esperado, mas ainda a maior alta desde abril de 2023. Na comparação mensal, os preços aumentaram 0,5%.

O S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos EUA, cedia 0,21%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano estava em 4,5205%, de 4,528% na véspera.

Destaques do mercado brasileiro

No Brasil, investidores também repercutiam nova pesquisa Genial/Quaest, que mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro.

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  • VALE ON (VALE3) recuava 1,15%, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferro na China, após dados comerciais mensais positivos da segunda maior economia do mundo. O contrato mais negociado na bolsa de Dalian fechou em alta de 1,51%.
  • PETROBRAS PN (PETR4) avançava 0,39%, em meio ao avanço dos preços do petróleo no exterior. A estatal também divulgou que assinou contrato com a Equinor para aquisição de 50% de participação do bloco Itaimbezinho, no pré-sal da Bacia de Campos. No setor, PRIO ON (PRIO3) subia 0,5%, enquanto BRAVA ON (BRAV3) caía 0,75% e PETRORECONCAVO ON (RECV3) cedia 0,19%.
  • ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) caía 0,59%, com todos os bancos do Ibovespa com sinal negativo. BRADESCO PN cedia 0,52%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuava 0,26%, SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) mostrava queda de 0,55% e BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) era negociada em baixa de 1,08%.
  • RUMO ON (RAIL3) mostrava acréscimo de 0,37%, tendo no radar dados de volume em maio, quando a companhia transportou 8,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU).
  • NATURA ON (NATU3) recuava 2,72%, com o setor de consumo como um todo afetado pela alta nas taxas dos DIs.
  • BRASKEM PNA (BRKM5) subia 1,3%, no terceiro pregão seguido. A petroquímica divulgou na véspera sua nova diretoria, bem como a eleição para as cadeiras de presidente e vice-presidente do seu conselho de administração.