As bolsas de Nova York encerraram o pregão em queda nesta quarta-feira, 29 de julho, refletindo a decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa de juros inalterada e o avanço expressivo dos preços do petróleo no mercado internacional.
Decisão do Fed pressiona mercados
O Fed anunciou a manutenção da taxa básica de juros entre 1,50% e 1,75%, alinhado às expectativas do mercado. No entanto, a comunicação do banco central norte-americano sinalizou cautela quanto ao ritmo de cortes futuros, o que desapontou investidores que esperavam um tom mais dovish. Segundo analistas do Goldman Sachs, a ausência de um sinal claro de afrouxamento monetário nos próximos meses gerou incertezas sobre o crescimento econômico.
Petróleo dispara e impacta setores
O petróleo tipo Brent saltou 4,3%, atingindo US$ 82,50 o barril, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e cortes de produção da Opep+. A alta pressionou os custos de energia e afetou negativamente ações de companhias aéreas e transportadoras, que sofreram quedas expressivas. A American Airlines recuou 3,2%, enquanto a Delta Air Lines perdeu 2,8%.
Índices fecham em baixa generalizada
O Dow Jones caiu 0,9%, aos 34.200 pontos; o S&P 500 recuou 1,1%, para 4.180 pontos; e o Nasdaq registrou perda de 1,4%, fechando em 12.900 pontos. O movimento de venda foi amplo, com nove dos 11 setores do S&P 500 no vermelho. O setor de energia foi o único a subir, impulsionado pela alta do petróleo.
Impacto na economia global
A combinação de juros elevados por mais tempo e commodity energética cara reacendeu temores de estagflação. Economistas consultados pelo Valor projetam que o PIB dos EUA pode crescer apenas 1,8% em 2026, abaixo da previsão anterior de 2,2%. O mercado agora aguarda os dados de emprego de julho, que serão divulgados na sexta-feira, para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Fed.



