S&P rebaixa nota de crédito do BRB pela segunda vez em três meses
S&P rebaixa nota do BRB pela segunda vez em três meses

S&P Global rebaixa nota de crédito do BRB pela segunda vez em menos de três meses

A S&P Global – empresa de análises financeiras e classificação de risco – voltou a rebaixar a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB). Agora, a instituição passou do nível brB- para o nível brCCC+/brC, inferior na escala. Este é o segundo rebaixamento em menos de três meses, sendo que o patamar anterior havia sido definido em março.

O comunicado divulgado ao mercado menciona crescente incerteza e riscos de execução associados ao plano de capitalização do banco. O rating de crédito leva em consideração a capacidade geral do banco de honrar suas obrigações, ou seja, a solidez das operações da instituição financeira.

O que significa a nota brCCC?

Segundo os manuais da própria S&P, a nota brCCC indica que o BRB está atualmente vulnerável ao não pagamento em relação a outras obrigações nacionais, dependendo de condições favoráveis de negócios e financeiras para o devedor honrar seus compromissos. No caso de condições adversas de negócios, financeiras ou econômicas, o emissor provavelmente não teria capacidade de honrar seus compromissos financeiros relativos à obrigação, diz o manual da S&P para essa nota.

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Contexto das dificuldades do BRB

O patrimônio do BRB foi abalado, ao longo dos últimos três anos, por uma série de transações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, incluindo uma tentativa do BRB de adquirir o Master que foi barrada pelo Banco Central. Desde que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, em novembro de 2025, dirigentes dos dois bancos foram presos e afastados. O Master e outros bancos do mesmo conglomerado foram liquidados pelo Banco Central, enquanto o BRB – que tem o governo do Distrito Federal como acionista majoritário – vem atrasando balanços e tentando captar crédito no mercado para restabelecer seu patrimônio.

Em abril, outra agência global de classificação de risco, a Moody's, também rebaixou a nota do BRB, chegando a falar em risco de default – ou seja, risco de calote. O presidente do BRB prometeu divulgar o balanço atrasado até 30 de junho.

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