As ações do Santander Brasil (SANB11) registraram forte queda de mais de 6% nesta quarta-feira, após a divulgação do balanço do segundo trimestre, que veio abaixo das expectativas do mercado. O principal motivo foi o aumento das provisões para devedores duvidosos e a receita líquida de juros mais fraca, pressionando os lucros do banco.
Resultados do 2º trimestre
O banco reportou um lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, queda de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. A margem financeira líquida, que mede a receita de empréstimos menos custos de captação, foi de R$ 11,2 bilhões, abaixo dos R$ 11,8 bilhões projetados por analistas. As provisões para perdas com crédito totalizaram R$ 4,8 bilhões, um aumento de 12% na comparação anual, refletindo o cenário macroeconômico desafiador.
Reação do mercado
Analistas apontaram que a combinação de receitas fracas e provisões altas foi a principal culpada pela desvalorização das ações. "Os números vieram piores do que o esperado, especialmente na margem financeira e na qualidade dos ativos", afirmou um relatório do Credit Suisse. O papel SANB11 acumula queda de 15% no ano, enquanto o Ibovespa tem desempenho positivo no mesmo período.
Impacto no setor bancário
A decepção com o Santander Brasil levantou preocupações sobre o desempenho de outros grandes bancos, que também enfrentam pressão nas margens e aumento da inadimplência. O índice de bancos do Ibovespa caiu 1,5% no dia, com destaque para a queda de 3% do Banco do Brasil. Investidores agora aguardam os balanços de Itaú Unibanco e Bradesco, previstos para as próximas semanas.
O Santander Brasil, controlado pelo espanhol Santander, tem uma base de clientes focada em renda média e alta, mas a desaceleração econômica e os juros elevados têm afetado a demanda por crédito e a capacidade de pagamento dos tomadores. O banco afirmou que continuará a fortalecer suas provisões e a focar em eficiência operacional para mitigar os riscos.



