A produção industrial brasileira registrou queda de 0,2% em maio na comparação com o mês anterior, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de alta, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com maio de 2023, o setor apresentou avanço de 0,2%. As expectativas do mercado, coletadas pela Reuters, apontavam para altas de 0,3% na margem e de 1,3% na base anual.
Setores com maior impacto negativo
Entre as atividades industriais, as influências negativas mais intensas na comparação com abril vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuaram 6,1%, e das indústrias extrativas, com queda de 2,6%. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, "ambas as atividades interromperam cinco meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente". Ele destacou ainda que o álcool etílico e a gasolina exerceram as maiores pressões negativas em derivados do petróleo, enquanto minério de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural puxaram o recuo da indústria extrativa.
Setores com crescimento
Do lado positivo, os destaques foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com alta de 13,1%; veículos automotores, reboques e carrocerias, que avançaram 4,1%; e produtos químicos, com crescimento de 3,1%. Macedo explicou que "a indústria farmacêutica interrompeu quatro meses consecutivos de queda, enquanto o setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças. Já produtos químicos eliminou o recuo de 2,8% registrado em abril". Outros impactos positivos vieram de metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).
Categorias econômicas
Entre as grandes categorias econômicas, na comparação com abril, bens de consumo semi e não duráveis tiveram o maior recuo, de 1,3%, intensificando o resultado negativo de abril (-0,3%). Bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram taxas negativas. Já bens de consumo duráveis foram o único resultado positivo, com alta de 3,6%, eliminando o recuo de 3,1% de abril, quando interrompeu três meses consecutivos de expansão.



