Brilho azul encanta, mas causa danos
O fenômeno de bioluminescência voltou a ser registrado na Lagoa de Piratininga, em Niterói, encantando moradores e atraindo curiosos. No entanto, a beleza natural tem gerado preocupação entre pescadores locais. Visitantes, ao lançar pedras na água para provocar o efeito luminoso, acabaram danificando redes de pesca, causando prejuízos à comunidade pesqueira.
O que é a bioluminescência?
A bioluminescência é produzida por microrganismos, como algas e bactérias, que emitem luz ao serem movimentados. Na Lagoa de Piratininga, o fenômeno ocorre quando esses organismos são agitados, criando um brilho azul intenso. O espetáculo visual atrai visitantes, mas a prática de jogar pedras para intensificar o brilho tem consequências negativas.
Pescadores relatam prejuízos
De acordo com a Associação de Pescadores da região, as pedras lançadas danificam as redes de pesca, que ficam rasgadas e inutilizáveis. “A gente entende que é bonito, mas isso atrapalha o nosso trabalho. As pedras cortam as redes e a gente perde material e tempo”, afirmou Gilmar, pescador local, em entrevista. A associação pede que os visitantes respeitem o ambiente e o trabalho dos pescadores para evitar novos prejuízos.
Fenômeno recorrente
Esta não é a primeira vez que a bioluminescência aparece na Lagoa de Piratininga. O fenômeno já foi registrado em anos anteriores, sempre chamando a atenção da população. No entanto, a falta de conscientização sobre os impactos das ações humanas no ecossistema local preocupa as autoridades e os moradores.
Orientações para visitantes
A Prefeitura de Niterói e a Associação de Pescadores orientam que os visitantes apreciem o fenômeno sem interferir no ambiente. “Não é preciso jogar pedras para ver o brilho. A movimentação natural da água já é suficiente. Pedimos que todos colaborem para preservar a lagoa e a atividade pesqueira”, destacou um representante da associação.



