A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo sancionador contra o CEO da Gafisa, Luiz Fernando Garzi Ortiz, o diretor de relações com investidores Aldo di Leta e três ex-executivos da construtora. As acusações, ainda não divulgadas publicamente, decorrem de investigações sobre polêmicas operações de grupamento de ações realizadas entre 2022 e 2025.
Detalhes do Processo
O processo sancionador foi aberto pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM, que apura possíveis irregularidades nos grupamentos de ações da Gafisa. A prática de grupamento consiste em reduzir o número de ações em circulação, aumentando o valor de cada papel, o que pode impactar a liquidez e a percepção do mercado. As investigações miram especificamente os períodos em que essas operações foram realizadas, sob a gestão dos atuais e antigos executivos.
Segundo apuração, o processo ainda aguarda agendamento de julgamento pelo Colegiado da CVM. A autarquia não detalhou as acusações específicas, mas a abertura do processo indica indícios de infrações à legislação do mercado de capitais.
Repercussão e Impacto
A Gafisa, uma das construtoras mais tradicionais do Brasil, já enfrentava desafios financeiros e de governança nos últimos anos. O processo sancionador pode agravar a situação, afetando a confiança de investidores e acionistas. Especialistas apontam que, se condenados, os executivos podem sofrer penalidades como multas, inabilitação temporária para o exercício de cargos em companhias abertas ou até mesmo a proibição de atuar no mercado.
Procurada, a Gafisa informou que ainda não foi notificada formalmente do processo e que, assim que tiver acesso aos autos, prestará os esclarecimentos necessários. A empresa reiterou seu compromisso com a transparência e a conformidade com as normas do mercado.



