Santander, BB, Itaú e Bradesco: quem ganha e quem perde no 2T de 2026?
Bancos: quem ganha e perde no 2T 2026?

O segundo trimestre de 2026 trouxe resultados contrastantes para os quatro maiores bancos do Brasil. Santander e Banco do Brasil apresentaram crescimento robusto, enquanto Itaú e Bradesco lidaram com pressões de crédito e margem. Segundo analistas do mercado, a performance reflete estratégias distintas em um ambiente de juros elevados e concorrência acirrada.

Santander: crescimento impulsionado por crédito

O Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 4,5 bilhões, alta de 12% ante o mesmo período de 2025. A carteira de crédito expandiu 8%, com destaque para os segmentos de pessoas físicas e pequenas e médias empresas. O banco também melhorou sua eficiência operacional, com índice de despesas sobre receitas caindo para 42%.

Banco do Brasil: agronegócio como motor

O Banco do Brasil reportou lucro de R$ 8,2 bilhões, impulsionado pelo agronegócio, que respondeu por 35% da carteira total. A inadimplência manteve-se controlada em 2,1%, abaixo da média do sistema. “Nosso foco em setores resilientes nos protege das oscilações macro”, afirmou o presidente do banco, em teleconferência.

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Itaú Unibanco: margem sob pressão

O Itaú registrou lucro de R$ 6,1 bilhões, estável em relação ao 2T25. A margem financeira líquida caiu 0,3 ponto percentual, refletindo o custo mais alto de captação. A carteira de crédito cresceu apenas 2%, com cautela no varejo. Analistas destacam que o banco perdeu participação no segmento de alta renda para concorrentes.

Bradesco: inadimplência em alta

O Bradesco teve lucro de R$ 5,3 bilhões, queda de 5% na comparação anual. A inadimplência subiu para 3,4%, especialmente em cartões de crédito e crédito consignado. O banco elevou provisões em 15%, impactando o resultado. “Estamos ajustando a originação para conter o risco”, disse o CFO durante a divulgação.

Impactos e perspectivas

A divergência nos resultados reflete estratégias diferentes: enquanto Santander e BB priorizaram crescimento com foco em nichos resilientes, Itaú e Bradesco adotaram postura mais defensiva. Segundo o economista-chefe de uma corretora, “o cenário de juros altos favorece bancos com maior exposição ao crédito rural e a PMEs, enquanto penaliza operações de varejo massificado”. Para o segundo semestre, a expectativa é de que os bancos mantenham cautela, com a Selic podendo iniciar trajetória de queda apenas em 2027. O mercado reage de forma mista: ações do Santander e BB subiram 3% na semana, enquanto Itaú e Bradesco tiveram leve recuo.

Em suma, o 2T26 consolidou um novo mapa competitivo no setor bancário brasileiro, onde agilidade e segmentação se tornaram diferenciais críticos.

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