Bancos aumentam financiamento para combustíveis fósseis em 2025
Bancos elevam financiamento a fósseis em 2025

Em 2025, os bancos globais aumentaram significativamente o financiamento para combustíveis fósseis, totalizando US$ 906 bilhões, um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, de acordo com organizações não governamentais. O JPMorgan Chase lidera o ranking, com US$ 58,2 bilhões investidos no setor.

Contexto do aumento

O avanço ocorre em meio ao fim da Net-Zero Banking Alliance, um programa da ONU que visava neutralidade de carbono no setor bancário. A aliança foi prejudicada por um ambiente menos favorável à proteção climática, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, onde governos e reguladores reduziram o apoio a metas ambientais.

Relatório 'Banking on Climate Chaos'

O relatório "Banking on Climate Chaos", elaborado por um consórcio de ONGs, destaca que, apesar dos compromissos climáticos, os maiores bancos do mundo continuam a canalizar recursos para projetos de petróleo, gás e carvão. O documento aponta que o aumento de 8% no financiamento em 2025 contrasta com a urgência de reduzir emissões para limitar o aquecimento global.

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  • JPMorgan Chase: US$ 58,2 bilhões em financiamento a fósseis.
  • Citigroup: US$ 45,3 bilhões.
  • Bank of America: US$ 40,1 bilhões.
  • Barclays: US$ 38,7 bilhões.

O setor bancário como um todo destinou US$ 906 bilhões a combustíveis fósseis em 2025, superando os US$ 839 bilhões de 2024. Especialistas alertam que essa tendência compromete as metas do Acordo de Paris e acelera a crise climática.

Reações e perspectivas

Ativistas ambientais criticam a postura dos bancos, classificando o aumento como "irresponsável". Por outro lado, representantes do setor argumentam que a transição energética exige investimentos em todas as fontes, incluindo fósseis, para garantir segurança energética. No entanto, organizações como a Rainforest Action Network pedem que os bancos adotem políticas mais rigorosas de exclusão de novos projetos de petróleo e gás.

O fim da Net-Zero Banking Alliance reflete a dificuldade de conciliar lucros de curto prazo com metas climáticas de longo prazo. Enquanto isso, o financiamento a fósseis continua a crescer, levantando dúvidas sobre o compromisso real do setor financeiro com a descarbonização.

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