O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, tornou-se alvo de uma investigação conjunta da Polícia Federal e do Banco Central. A chamada Operação Miragem apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro, incluindo manipulação de balanços contábeis, ocultação da real situação financeira do banco e realização de operações ilegais. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos envolvidos.
Histórico e controle do banco
Fundado em 1981, o Banco Digimais passou a ser controlado por Edir Macedo em 2020. Desde então, a instituição enfrenta uma série de questionamentos regulatórios e judiciais. As investigações apontam que o banco teria maquiado seus balanços para esconder a verdadeira condição financeira, além de realizar operações não autorizadas. A operação também mira disputas judiciais envolvendo carteiras de crédito do banco.
Detalhes da Operação Miragem
A Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira, cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banco e a seus controladores. Segundo a PF, as investigações tiveram início após denúncias de irregularidades contábeis e financeiras. O Banco Central, por sua vez, identificou indícios de gestão fraudulenta e descumprimento de normas do sistema financeiro. O montante bloqueado, R$ 670 milhões, corresponde ao valor estimado dos prejuízos causados a credores e ao mercado.
Reações e próximos passos
Até o momento, Edir Macedo e o Banco Digimais não se manifestaram publicamente sobre as acusações. A defesa dos investigados ainda não foi localizada. A Justiça Federal, que autorizou as medidas, também determinou o afastamento dos administradores do banco. As investigações continuam em sigilo. O caso levanta questionamentos sobre a supervisão bancária no Brasil e a atuação de instituições ligadas a lideranças religiosas.



