O balanço do Santander Brasil referente ao segundo trimestre de 2026 decepcionou o mercado, com lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, 15% inferior ao mesmo período de 2025, segundo analistas do BTG Pactual. A deterioração da qualidade dos ativos e o aumento das provisões para devedores duvidosos foram os principais fatores apontados.
Aumento das provisões e impacto no resultado
O banco registrou provisões de R$ 4,5 bilhões, ante R$ 3,8 bilhões no ano anterior, pressionando o resultado. “A piora no cenário macroeconômico e a elevação da inadimplência exigem maior conservadorismo”, afirmou o analista do BTG Pactual, Ricardo Nunes. A margem financeira também caiu, influenciada pela menor atividade de crédito.
Perspectivas para o terceiro trimestre
Os analistas projetam um terceiro trimestre desafiador, com continuidade da pressão sobre a qualidade dos ativos e possível nova redução do lucro. “O efeito desfavorável deve se estender, com risco de mais provisões e menor demanda por crédito”, destacou o relatório. O mercado reage negativamente, com ações do banco caindo 2,3% no pregão desta quinta-feira.



