Modelos como Hyundai Creta, Volkswagen T-Cross e Chevrolet Tracker são vendidos no Brasil como SUVs compactos, mas globalmente são considerados crossovers. A diferença está na definição técnica e na nomenclatura utilizada em cada mercado.
O que é um crossover?
Crossover é um veículo que combina características de diferentes carrocerias, geralmente derivando de um hatch. O Chevrolet Tracker, por exemplo, surgiu a partir do projeto do Onix. Todos esses modelos utilizam arquitetura monobloco, o que os enquadra na categoria de crossovers em mercados como os Estados Unidos.
Já o termo SUV (Sport Utility Vehicle) é reservado para veículos de cabine fechada derivados de picapes, como o Toyota SW4, que possuem chassi de longarinas.
Classificação brasileira versus internacional
No Brasil, a indústria e o mercado consolidaram o termo SUV compacto para modelos como Creta, T-Cross e Tracker. No entanto, fora do país, eles são chamados de crossovers. A confusão ocorre porque nos acostumamos com crossovers mais altos: T-Cross, Pulse e Creta têm mais de 1,55 m de altura.
O Hyundai i20, por exemplo, é comercializado como crossover em outros países, mas no Brasil ainda não há um consenso sobre sua classificação. A Hyundai o descreve como um carro “entre os hatchbacks e os SUVs”.
Os aventureiros também são crossovers
No Brasil, os chamados “aventureiros” – como Fiat Palio Weekend, Volkswagen CrossFox, Renault Sandero Stepway e Chevrolet Onix Activ – também podem ser considerados crossovers, pois combinam carroceria de perua ou hatch com suspensão elevada.
O Hyundai i20, com 1,49 m de altura, ocupa uma lacuna: não é alto o suficiente para ser SUV, não tem apelo off-road para ser aventureiro, e seu design não é cupê. Pode ser o primeiro carro a ser popularmente chamado de crossover no Brasil, abrindo espaço para outros modelos com perfil semelhante.



