Preços do milho caem para menor patamar em oito meses no Brasil
Preços do milho caem para menor patamar em oito meses

Os preços do milho seguem em queda neste começo de junho na maior parte das regiões produtoras do Brasil, com um indicador referencial no país marcando o menor patamar nominal em oito meses nesta semana. Compradores estão afastados do mercado spot e a colheita da segunda safra está em fase inicial.

O preço do milho na quarta-feira fechou em R$64,51 a saca de 60 kg (base Campinas), o menor patamar desde 1º de outubro, quando encerrou a R$64,31 por saca, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No ano passado, o país colheu sua maior safra da história.

Demanda enfraquecida e oferta crescente

Segundo o Cepea, os demandantes nacionais possuem estoques para o consumo no curto prazo e seguem atentos à colheita de segunda safra e às recentes quedas dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e pressionam as cotações domésticas.

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Na média das praças acompanhadas pelo Cepea, os preços recuaram 1,4% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor) e 0,6% no de lotes (negociação entre empresas) entre 28 de maio e 3 de junho.

Quedas mais intensas no Centro-Oeste

As quedas são mais intensas em regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste, onde o Mato Grosso já realiza a colheita da segunda safra. De 28 de maio a 3 de junho, o milho se desvalorizou 3,2% em Sorriso (MT), a R$43,91/saca. No mesmo período, as baixas foram de 1% em Rio Verde (GO) e em Chapadão do Sul (MS).

Vendedores limitam negociações

Do lado vendedor, os que não necessitam fazer caixa ou liberar espaços nos armazéns limitam as negociações. Segundo o Cepea, esses agentes aguardam sustentações nos valores, fundamentados na menor produção em 2025/26 e nos possíveis impactos na produtividade com a seca, principalmente em Goiás e partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná.

A safra 2025/26 do Brasil, estimada pela Conab em mais de 140 milhões de toneladas, é considerada a segunda maior da história, perdendo apenas para o recorde do ciclo passado.

Mercado de soja com liquidez elevada

No mercado de soja, a liquidez está elevada neste início de junho, influenciada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida da indústria doméstica de processamento, disse o Cepea. Esse cenário limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.

O Indicador Cepea/Esalq – Paranaguá caiu 0,7% entre 28 de maio e 3 de junho, encerrando a R$130,02/saca de soja na quarta-feira.

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