RJ fecha 1º quadrimestre de 2026 com superávit de R$ 4 bilhões
RJ tem superávit de R$ 4 bilhões no 1º quadrimestre de 2026

O estado do Rio de Janeiro fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com superávit de R$ 4 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria estadual de Fazenda. O resultado representa uma melhora significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o estado registrou déficit de R$ 1,2 bilhão.

Arrecadação recorde impulsiona resultado

A arrecadação total do estado atingiu R$ 38,5 bilhões entre janeiro e abril de 2026, um crescimento nominal de 15% em comparação com os R$ 33,5 bilhões do mesmo período de 2025. O aumento foi puxado principalmente pela receita do ICMS, que somou R$ 22,8 bilhões, alta de 12%.

O secretário de Fazenda, Leonardo Lobo, atribuiu o desempenho à retomada econômica e à eficiência na cobrança de impostos. "Estamos colhendo os frutos de uma gestão fiscal responsável e de um ambiente de negócios mais favorável", afirmou.

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Controle de gastos contribui para equilíbrio

Do lado das despesas, o governo estadual conteve os gastos correntes, que totalizaram R$ 34,5 bilhões, um aumento de apenas 4% em relação ao ano anterior. As despesas com pessoal e encargos sociais somaram R$ 18,2 bilhões, dentro do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os investimentos públicos, por outro lado, cresceram 20%, alcançando R$ 2,8 bilhões no período, com destaque para obras de infraestrutura e saneamento.

Impacto na dívida pública

O superávit primário permitiu ao estado reduzir sua dívida consolidada em R$ 1,5 bilhão, que passou de R$ 98 bilhões para R$ 96,5 bilhões. A relação dívida/receita caiu de 2,8 para 2,5, aproximando-se do limite prudencial de 2,0 estabelecido pelo Tesouro Nacional.

O governador Cláudio Castro comemorou os números, mas alertou para a necessidade de manter a disciplina fiscal. "Ainda temos desafios, mas o caminho é o equilíbrio das contas públicas", declarou.

Perspectivas para o restante do ano

Para o segundo semestre, a Secretaria de Fazenda projeta um crescimento moderado da arrecadação, em linha com a expectativa de desaceleração da economia nacional. A meta é fechar 2026 com superávit primário de R$ 6 bilhões, o que permitiria ao estado investir em áreas prioritárias como saúde e educação.

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