Ozivy: primeira semaglutida genérica chega ao Brasil por R$ 287/mês
Ozivy: semaglutida genérica por R$ 287/mês no Brasil

A farmacêutica brasileira EMS lançou o Ozivy, o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida aprovado no Brasil após o fim da patente do Ozempic, ocorrido em março. O tratamento começa com o preço de R$ 287 por mês, valor significativamente inferior ao do produto original, que custa entre R$ 452 e R$ 497 fora de programas de adesão.

Ozivy é aprovado para diabetes tipo 2

O Ozivy foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento de diabetes tipo 2. A substância ativa é a semaglutida sintética, que já era utilizada no Ozempic, mas agora pode ser produzida por outros laboratórios após a expiração da patente. A EMS, maior farmacêutica do Brasil em volume de vendas, produziu o medicamento em sua fábrica em Hortolândia, no interior de São Paulo.

Impacto no acesso a tratamentos

A expectativa é que a introdução do genérico aumente o acesso da população a tratamentos modernos para diabetes. Estudos indicam que a chegada de genéricos pode reduzir os preços dos medicamentos em até 60%, tornando o tratamento mais acessível para milhões de brasileiros. O Ozivy já está disponível em farmácias de todo o país, com prescrição médica.

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A semaglutida é um análogo do GLP-1, que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e promove perda de peso, sendo também utilizada off-label para obesidade. No entanto, a indicação aprovada pela Anvisa é exclusivamente para diabetes tipo 2.

Preço competitivo e produção nacional

O preço de lançamento do Ozivy é de R$ 287 por mês para a dose inicial, podendo variar conforme a dosagem e a necessidade do paciente. A produção nacional reduz custos logísticos e de importação, o que contribui para o valor mais baixo. A EMS afirma que a capacidade de produção é suficiente para atender à demanda inicial, com possibilidade de expansão.

A chegada do genérico também deve pressionar os preços do Ozempic e de outros medicamentos similares, beneficiando os consumidores. Especialistas destacam que a competição no mercado de semaglutidas pode gerar economia significativa para o sistema de saúde pública e privada.

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