Pela primeira vez na história, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estendeu os cortes de geração de energia a pequenas usinas, incluindo pequenas centrais hidrelétricas e fazendas solares, devido ao excesso de produção de fontes renováveis combinado com a baixa demanda. A medida, adotada neste domingo, visa eliminar o risco de apagão por desequilíbrio no sistema.
Medida inédita atinge 12 distribuidoras
O plano de redução de energia envolve 12 distribuidoras e foi acionado para evitar colapsos na rede elétrica. O excesso de geração, principalmente de energia solar, tem pressionado o sistema, exigindo ações coordenadas para manter a estabilidade.
Impacto financeiro e possíveis disputas judiciais
Pequenas centrais hidrelétricas e fazendas solares podem sofrer perdas financeiras significativas com os cortes, abrindo caminho para disputas judiciais contra o ONS e as distribuidoras. Especialistas apontam que a falta de previsibilidade e compensação pode gerar insegurança jurídica no setor.
O ONS reforça que a prioridade é a segurança do sistema elétrico nacional, mas reconhece os desafios de equilibrar a geração renovável com a demanda reduzida, especialmente em períodos de baixo consumo.



