Mercado pet cresce 16,5% no noroeste paulista e impulsiona microempreendedorismo
Mercado pet cresce 16,5% e impulsiona microempreendedorismo

O mercado pet brasileiro, um dos mais promissores do país, tem impulsionado o microempreendedorismo no noroeste paulista. Nos últimos dois anos, a abertura de pequenos negócios no setor cresceu 16,5% em território nacional, segundo dados do Sebrae. Especialistas apontam que o segmento atrai novos empreendedores por oferecer opções que não exigem grandes investimentos iniciais, como prestação de serviços e produção artesanal.

Irmãs transformam quintal em creche para cães em São José do Rio Preto

Em São José do Rio Preto (SP), as irmãs Lina e Vivian Bechara decidiram mudar de rumo profissional em 2024. Com formações em hotelaria e vendas, tornaram-se Microempreendedoras Individuais (MEIs) e transformaram o quintal de casa em uma creche e hotel para cães. "A gente sempre gostou de cachorro, de bicho no geral. E a gente sempre falava: 'ai, um dia a gente vai largar tudo e vai trabalhar com cachorro'. E aí, em 2024, chegou esse dia", conta Lina Bechara em entrevista à TV TEM. O espaço, que inicialmente atendia apenas um animal, hoje recebe dezenas de cães, que passam o dia sob cuidados específicos, incluindo alimentação, adestramento, socialização e momentos de relaxamento.

Arte personalizada para pets ganha espaço

Outra alternativa em ascensão no mercado pet é a personalização. A artista Bárbara Silva, também de São José do Rio Preto, apostou no segmento para divulgar e vender seus trabalhos pela internet. Sem precisar sair de casa, ela produz ilustrações e quadros pintados à mão que retratam animais de estimação. "Inicialmente foi por hobby, depois vieram as encomendas. Sempre ligado à família, o pessoal buscava também pelo pet, eternizar algum momento ali com seu animal", explica Bárbara, que desenvolve desde ilustrações baseadas em fotografias a retratos realistas.

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De tutora a 'Babá de Pets': pet sitter como oportunidade de renda

A relação de afeto entre tutores e pets impulsiona a demanda por serviços. A jornalista Lays Carvalho, responsável por nove gatos e uma cadela border collie, investe em petiscos, brinquedos e acessórios. Além de consumidora, ela viu no mercado uma oportunidade de renda extra e atua há 10 anos como pet sitter. "Comecei cuidando dos pets de uma amiga, que me indicou para uma outra pessoa, e aí foi uma sequência assim que eu não tive controle. E daí eu percebi que esse mercado era bem aquecido aqui", relata Lays, destacando a demanda entre universitários e pessoas com rotinas de trabalho extensas.

Baixo investimento exige planejamento, alerta Sebrae

Procurado pela TV TEM, o consultor do Sebrae Wagner Jacometi recomenda, para quem deseja ingressar no setor, realizar um bom planejamento, analisar o público-alvo e identificar qual formato de serviço ou produto atende melhor às necessidades locais. Atividades como dog walker ou atendimento a domicílio exigem capital inicial muito baixo se comparadas à abertura de uma clínica veterinária ou loja de produtos físicos, mas demandam o mesmo nível de profissionalismo. "Se eu pegar no segmento de pets em que eu me proponho a fazer visitas às pessoas de tal forma que eu vou passear com esse cachorro, eu não tenho um investimento muito alto", salienta o especialista.

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