A cidade de Caaporã, na Paraíba, alcançou nesta quinta-feira (25) o recorde da maior pamonha do Brasil, com peso total de 1 tonelada e 380 kg. O feito ocorreu durante a abertura oficial dos festejos juninos do município.
Pesagem e homologação
A pesagem oficial foi realizada às 18h e homologada pela instituição Rank Brasil, responsável pelo registro de recordes nacionais. A coordenadora e uma das idealizadoras do projeto, a nutricionista Sonnaly Nazário, afirmou que a produção foi planejada em pouco mais de três semanas e envolveu mobilização intensa da agricultura familiar e da equipe envolvida.
“Nossa agricultura familiar é muito forte, tem uma produção de milho exorbitante todos os anos, praticamente tem milho o ano inteiro. Então, veio a ideia de fazer a maior pamonha do Brasil. A tentativa é de mais de uma tonelada. O maior desafio do planejamento foi a falta de tempo. A ideia foi do dia 30 de maio. Tivemos 25 dias”, disse Sonnaly Nazário.
Certificação e distribuição
Após a certificação, a pamonha foi servida à população como parte da programação junina, com fatias distribuídas logo após a cerimônia. O selo de certificação foi entregue para a cidade também durante a aferição do recorde.
“Esse recorde ficou muitos anos sem ser superado por ser um recorde bem difícil. Para ser uma pamonha gigante, ela precisa representar uma pamonha normal, com a mesma aparência e os mesmos ingredientes. Por isso, exigimos que ela tenha a costura entre as palhas e que realmente tenha aparência de pamonha”, disse Luciano Cadari, da Rank Brasil.
Produção envolveu mais de 500 pessoas
A produção da maior pamonha do país mobilizou mais de 500 pessoas ao longo do processo, que contou com cerca de 30 cozinheiros e equipe de apoio. Segundo a organização do projeto, foram utilizadas cerca de 25 mil espigas de milho, todas adquiridas da agricultura familiar do próprio município. A estimativa é de que o produto final tenha rendido entre 5 mil e 6 mil fatias, o que representa uma média suficiente para atender parte dos cerca de 21 mil habitantes de Caaporã.
A organização do projeto dividiu o trabalho em etapas, incluindo mutirão para retirada das palhas, higienização, moagem e preparo da massa, com uso de máquinas e também trabalho manual.



