A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou novas projeções para o setor de aviação, indicando que o lucro das companhias aéreas em 2026 deve ser de US$ 23 bilhões, uma queda significativa em relação aos US$ 41 bilhões previstos anteriormente. A redução de quase metade do valor esperado reflete o aumento dos custos operacionais, especialmente o preço do combustível, e os impactos de conflitos geopolíticos, como a guerra no Irã.
Principais fatores da queda
O cenário global de incertezas econômicas e tensões internacionais tem pressionado as margens das empresas aéreas. O Oriente Médio, que antes era uma região lucrativa para o setor, agora enfrenta prejuízos significativos devido ao fechamento do espaço aéreo e à redução de operações. Companhias como Emirates e Qatar Airways já diminuíram suas rotas após semanas de restrições.
Impacto regional
Na América do Norte e Europa, as companhias aéreas lidam com pressões de custo e regulações mais rígidas. O aumento do preço do querosene de aviação, combinado com a inflação e a desaceleração econômica, tem limitado a capacidade de repasse de custos para os passageiros. Embora o número de passageiros deva crescer 2,4% em 2026, os ganhos por passageiro permanecem restritos.
Perspectivas para o setor
A Iata alerta que, sem uma estabilização dos preços do petróleo e uma melhora no ambiente geopolítico, o setor pode enfrentar desafios adicionais. As empresas aéreas buscam alternativas para reduzir custos, como a adoção de aeronaves mais eficientes e a otimização de rotas. No entanto, a recuperação total dos lucros deve levar mais tempo do que o esperado.
Apesar das dificuldades, a associação mantém uma visão cautelosamente otimista para o longo prazo, com a expectativa de que a demanda por viagens aéreas continue crescendo, impulsionada pelo turismo e pelos negócios. Contudo, o curto prazo exige ajustes e resiliência por parte das companhias.



