Leilão de baterias atrai novas fábricas e R$ 8 bilhões ao Brasil
Leilão de baterias atrai R$ 8 bilhões ao Brasil

O Brasil se prepara para um marco no setor de armazenamento de energia: o primeiro leilão de baterias, previsto para dezembro, já atrai investimentos robustos e a instalação de novas fábricas no país. A expectativa é de que o certame mobilize cerca de R$ 8 bilhões em recursos, consolidando o país como um polo regional na América Latina para soluções de armazenamento.

Novas fábricas em Santa Catarina e Ceará

Empresas como a WEG e a Anodox já anunciaram planos de erguer unidades fabris em Santa Catarina e Ceará, respectivamente. A WEG, por exemplo, recebeu financiamento do BNDES para construir uma planta em Itajaí (SC), com capacidade de 2 GWh, que será a maior do tipo no Brasil. A previsão é que a fábrica entre em operação em 2027. Já a Anodox escolheu o Ceará para sua instalação, aproveitando incentivos locais e a proximidade com fontes renováveis.

Impacto no setor energético

O leilão de baterias tem como objetivo mitigar o curtailment em usinas renováveis, ou seja, reduzir o desperdício de energia gerada por fontes como solar e eólica que não pode ser escoada imediatamente. Com o armazenamento, essa energia pode ser utilizada em momentos de alta demanda, fortalecendo a segurança energética do país. Além disso, a iniciativa deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos, tanto na construção quanto na operação das fábricas.

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Os investimentos totais, estimados em R$ 8 bilhões, incluem não apenas as novas plantas, mas também a modernização de linhas de produção existentes e a pesquisa em novas tecnologias de baterias. O governo federal vê o leilão como um passo estratégico para a transição energética, alinhado às metas de descarbonização e ao aumento da participação de renováveis na matriz elétrica.

Com o leilão, o Brasil espera atrair também empresas internacionais interessadas em estabelecer bases na América Latina, aproveitando o mercado interno e a posição geográfica privilegiada. A expectativa é que o certame sirva de modelo para futuros leilões, ampliando a capacidade de armazenamento do país e reduzindo custos ao longo do tempo.

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