Leilão da BR-116 mira R$ 7,2 bi em obras e terá efeito cascata na economia
Leilão da BR-116: R$ 7,2 bi em obras e efeito cascata

O leilão da BR-116, uma das principais rodovias do país, prevê investimentos de R$ 7,2 bilhões em obras de infraestrutura, com potencial de gerar um efeito cascata na economia brasileira. A concessão, que deve atrair grandes players do setor, inclui a duplicação de trechos, melhorias em pontes e viadutos, além de sistemas de pedágio eletrônico.

Detalhes do leilão e investimentos previstos

O edital, publicado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), estabelece que a vencedora do leilão deverá realizar obras ao longo de 30 anos de concessão. Os R$ 7,2 bilhões incluem recursos para manutenção, modernização e expansão da rodovia, que liga o Sul ao Nordeste do Brasil. Segundo o governo federal, o projeto deve gerar mais de 50 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de obras.

Impacto econômico e logístico

O efeito cascata na economia será sentido em diversos setores, como construção civil, transporte de cargas e turismo. A melhoria na infraestrutura deve reduzir custos logísticos para empresas, aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo e atrair novos investimentos para as regiões atendidas pela BR-116. Especialistas estimam que cada real investido em rodovias gera até R$ 4 em retorno econômico.

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“A BR-116 é um corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola e industrial. Com a duplicação, o tempo de viagem pode cair em até 30%, o que representa economia de combustível e menor desgaste dos veículos”, afirma João Silva, consultor de logística da Fundação Getúlio Vargas.

Expectativas do mercado

O leilão deve ocorrer no segundo semestre de 2025, com a participação de consórcios nacionais e internacionais. Empresas como CCR, EcoRodovias e Invepar já sinalizaram interesse. O governo espera um deságio na tarifa de pedágio, beneficiando os usuários. A modelagem da concessão prevê ainda mecanismos de compartilhamento de riscos, como a possibilidade de reequilíbrio econômico-financeiro em caso de variações cambiais ou de demanda.

Segundo o Ministério dos Transportes, a BR-116 é responsável por cerca de 15% do PIB do setor de transportes no Brasil. Com os investimentos, a expectativa é de que a rodovia se torne um modelo de eficiência, com redução de acidentes e maior fluidez no tráfego.

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