Mais de 20 milhões de pessoas vivem do empreendedorismo informal no Brasil, segundo levantamento do Sebrae. O volume de empresários sem Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) chega a 66% do total de empreendedores do país, atualmente estimado em 30,4 milhões. A pesquisa revela uma queda de 5,5% no empreendedorismo informal entre 2015 e 2024, enquanto os donos de negócios formais registraram um aumento de 2,8 milhões no mesmo período.
Desafios da integração ao sistema formal
O estudo “Empreendedorismo Informal sob a ótica da PNAD Contínua” analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do 4º trimestre de 2015 ao 4º trimestre de 2024. O número expressivo de informais revela o desafio estrutural de integrar esses trabalhadores ao ambiente formal, garantindo direitos, acesso a crédito e condições de crescimento sustentável. Para muitos brasileiros, o empreendedorismo é uma das alternativas mais viáveis de inserção no sistema econômico e pode ser um caminho para superar a pobreza.
Políticas públicas e inclusão produtiva
O Sebrae tem atuado em programas governamentais voltados à inclusão produtiva, com foco em formação, capacitação e fortalecimento da autonomia econômica. Um exemplo é o eixo + Qualificação e Renda, do Programa Ceará Sem Fome, que busca fomentar o empreendedorismo entre beneficiários de programas sociais, especialmente no Ceará. A proposta é criar um ambiente favorável à inclusão produtiva, oferecendo formação técnica, capacitação em gestão e apoio estruturado ao desenvolvimento de pequenos negócios. O Sebrae/CE contribui com capacitações, mentorias e orientações para ampliar oportunidades de trabalho, renda e empreendedorismo no estado.



