EUA apontam açaí, milho e café como produtos brasileiros com trabalho forçado
EUA apontam açaí, milho e café com trabalho forçado no Brasil

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou em 2024 um relatório que aponta 29 produtos brasileiros como associados a trabalho forçado ou infantil. Entre os itens listados estão o açaí, o milho e o café, que são amplamente exportados pelo Brasil. O documento faz parte de uma investigação mais ampla sobre práticas trabalhistas em diversos países.

Lista de produtos brasileiros

O relatório americano inclui não apenas alimentos, mas também outros setores da economia brasileira. A lista completa conta com 29 produtos, que vão desde grãos até itens industrializados. A presença do açaí, do milho e do café chama a atenção por serem produtos de grande relevância na pauta de exportações do Brasil.

Proposta de sobretaxa

Como resposta às supostas falhas na fiscalização, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) propõe uma sobretaxa de até 12,5% sobre produtos de países considerados negligentes no combate ao trabalho forçado. O Brasil está entre os países que podem ser afetados por essa medida.

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O relatório critica a falta de uma proibição efetiva por parte do Brasil em relação à importação de bens produzidos com trabalho forçado. Segundo o documento, apesar de existirem leis no país, a aplicação delas ainda é insuficiente para coibir a prática.

Reações e impactos

A proposta de sobretaxa gerou reações no governo brasileiro e em setores produtivos. Representantes do agronegócio argumentam que o Brasil tem avançado na fiscalização e que a medida americana pode prejudicar as relações comerciais entre os dois países. O Ministério da Economia ainda não se pronunciou oficialmente, mas deve buscar diálogo com as autoridades americanas para evitar a taxação.

Especialistas apontam que, se aprovada, a sobretaxa pode encarecer os produtos brasileiros no mercado americano, reduzindo a competitividade. Além disso, a medida pode abrir precedentes para que outros países adotem barreiras semelhantes.

O relatório do Departamento do Trabalho dos EUA é atualizado anualmente e serve como referência para políticas comerciais. A inclusão de novos produtos brasileiros na lista de 2024 acende um alerta para a necessidade de maior rigor na fiscalização trabalhista no país.

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