EUA acusam Brasil de trabalho escravo na pecuária, mas poupam carne bovina de tarifa
O governo dos Estados Unidos divulgou um relatório acusando o Brasil de utilizar trabalho escravo na cadeia produtiva da pecuária. No entanto, em uma decisão que surpreendeu analistas, a carne bovina brasileira foi excluída da lista de produtos que sofrerão sobretaxas na nova política tarifária americana. A medida gerou reações mistas no setor agropecuário brasileiro, que comemorou a exclusão da tarifa, mas se mostrou preocupado com as acusações de violações trabalhistas.
Impacto no agronegócio brasileiro
O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina, e os Estados Unidos são um dos principais mercados compradores. A exclusão da tarifa evita um prejuízo imediato de bilhões de dólares para o setor. No entanto, as acusações de trabalho escravo podem manchar a imagem do produto brasileiro no exterior e levar a boicotes por parte de consumidores e empresas estrangeiras. O governo brasileiro afirmou que irá investigar as denúncias e reforçar a fiscalização nas fazendas.
Reações políticas e diplomáticas
O Ministério das Relações Exteriores classificou as acusações como infundadas e destacou os avanços do Brasil no combate ao trabalho escravo. Já entidades de defesa dos direitos humanos elogiaram a transparência do relatório americano e cobraram ações concretas do governo brasileiro. A decisão de não incluir a carne na tarifa foi vista como uma manobra política para evitar um conflito comercial com o Brasil, que é um importante parceiro dos EUA na região.
Justiça manda soltar ex-fiscal acusado de liderar fraude de mais de R$ 1 bilhão em créditos de ICMS em SP
Em outra notícia de destaque, a Justiça de São Paulo determinou a soltura de um ex-fiscal da Receita Estadual acusado de liderar um esquema de fraude que desviou mais de R$ 1 bilhão em créditos de ICMS. O ex-fiscal, que estava preso preventivamente, conseguiu um habeas corpus alegando excesso de prazo na prisão. A decisão gerou indignação entre os promotores do caso, que afirmam que o acusado representa um risco à investigação.
Detalhes da fraude
De acordo com as investigações, o esquema envolvia a criação de empresas fantasmas que emitiam notas fiscais falsas para gerar créditos de ICMS. O ex-fiscal seria o mentor do esquema, utilizando seu conhecimento técnico para burlar os sistemas de fiscalização. A fraude teria ocorrido entre 2018 e 2023, e os recursos desviados abasteceram contas no exterior e bens de luxo. A defesa do ex-fiscal nega as acusações e afirma que ele é inocente.
Repercussão no sistema tributário
O caso expõe fragilidades no sistema de controle de créditos de ICMS em São Paulo, que é um dos maiores do país. Especialistas em direito tributário alertam que esquemas como esse são comuns e exigem uma modernização dos sistemas de fiscalização. A Secretaria da Fazenda de São Paulo informou que está revisando os procedimentos para evitar novas fraudes. A soltura do ex-fiscal pode comprometer o avanço das investigações, que ainda buscam recuperar os valores desviados.



