Enquanto parte do mercado contábil aposta em verticalizar serviços, a lógica da especialização distribuída ganha tração. Para empresas e escritórios, a soma de competências técnicas distintas tende a entregar mais do que a tentativa de fazer tudo internamente.
Divisão do trabalho técnico agrega valor
Para Carlos Gago, CEO da Trinity Consultoria Tributária, dividir o trabalho técnico agrega valor no mercado tributário e traz eficiência. Segundo ele, a especialização permite que cada profissional foque no que faz de melhor, resultando em maior qualidade e produtividade.
Gago destaca que a economia da especialização não é nova, mas ganha novos contornos com a complexidade do sistema tributário brasileiro. “Cada vez mais, as empresas precisam de conhecimento profundo em nichos específicos para evitar riscos e otimizar a carga tributária”, afirma.
Verticalização versus especialização distribuída
Enquanto a verticalização concentra todas as etapas dentro de uma mesma estrutura, a especialização distribuída propõe parcerias entre diferentes especialistas. Isso reduz custos fixos e permite acesso a expertises que seriam inviáveis de manter internamente.
Para o CEO, a tendência é que escritórios de contabilidade e consultorias tributárias adotem modelos híbridos, combinando equipes internas com redes de especialistas externos. “O mercado está migrando para um ecossistema colaborativo, onde a soma de competências distintas gera mais valor do que a tentativa de fazer tudo sozinho”, conclui.



