A Confederação Nacional da Indústria (CNI), sob a liderança de Ricardo Alban, busca criar uma nova missão dentro da política Nova Indústria Brasil para mitigar o impacto de uma tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos. A medida afeta diretamente 26,2% das exportações brasileiras, conforme dados da entidade.
Proposta da CNI para enfrentar tarifaço
A proposta envolve colaboração com o governo federal e setores industriais para desenvolver estratégias que protejam e impulsionem a indústria nacional. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a necessidade de soluções de longo prazo, afastando influências políticas. Segundo Alban, "precisamos de uma ação coordenada entre governo e indústria para minimizar os danos e aproveitar oportunidades".
Impacto nas exportações brasileiras
A tarifa adicional de 25% anunciada pelos EUA atinge setores como siderurgia, alumínio e autopeças, que representam parcela significativa das vendas externas do Brasil. A CNI estima que o impacto pode chegar a bilhões de dólares se não houver medidas mitigadoras. A entidade defende a criação de uma missão específica dentro da Nova Indústria Brasil, programa lançado pelo governo para fomentar a competitividade industrial.
Colaboração com o governo
A CNI já iniciou diálogos com os ministérios da Economia e das Relações Exteriores para alinhar as propostas. A ideia é que a nova missão atue em três frentes: negociação comercial com os EUA, incentivos à diversificação de mercados e apoio à inovação tecnológica. Alban ressaltou que "a indústria brasileira precisa se preparar para um cenário de maior protecionismo global".
Desafios e perspectivas
Especialistas apontam que a tarifa dos EUA pode gerar retaliações e aumentar a incerteza no comércio bilateral. A CNI, no entanto, vê a crise como oportunidade para modernizar a política industrial. A entidade prevê que a nova missão seja lançada nos próximos meses, com metas claras de redução de dependência de mercados únicos e aumento de competitividade.



