A indústria brasileira de calçados contará com o apoio de associações dos Estados Unidos em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) nesta terça-feira, 7 de julho de 2026. O objetivo é reverter a ameaça de uma tarifa de 25% sobre os calçados brasileiros, que pode impactar significativamente as exportações do setor.
Três entidades americanas testemunharão a favor do Brasil
Três associações americanas confirmaram que vão testemunhar em favor dos produtos brasileiros durante a audiência. Elas defenderão a relevância dos calçados do Brasil no mercado americano, destacando a qualidade e a importância econômica para ambos os países. A mobilização inclui importadores e grandes marcas dos EUA que dependem dos calçados brasileiros.
Letícia Sperb Masselli, gerente de Relacionamento e Negócios da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), expressou confiança na reversão da medida. "Estamos confiantes de que, com o apoio das associações americanas e dos nossos parceiros comerciais, conseguiremos demonstrar ao USTR os prejuízos que essa tarifa traria não só para o Brasil, mas também para a economia americana", afirmou.
Impacto das tarifas no setor calçadista
O Brasil é um dos principais fornecedores de calçados para os Estados Unidos, e a tarifa de 25% representaria um aumento significativo nos custos para importadores e consumidores americanos. Segundo dados da Abicalçados, as exportações de calçados brasileiros para os EUA movimentam centenas de milhões de dólares anualmente. A medida poderia reduzir a competitividade dos produtos brasileiros frente a concorrentes asiáticos.
A audiência desta terça-feira é uma etapa crucial no processo de revisão tarifária. A indústria calçadista brasileira espera que o testemunho das entidades americanas ajude a convencer o USTR a não aplicar a tarifa, mantendo o livre comércio entre os países.



