Abimaq orienta antecipar embarques aos EUA por possível tarifa de 25%
Abimaq orienta antecipar embarques aos EUA por tarifa

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) emitiu um alerta para que as empresas do setor antecipem os embarques de produtos destinados aos Estados Unidos. A medida visa evitar os efeitos de uma possível mudança na política tarifária norte-americana, que pode elevar a alíquota de importação de 10% para 25%.

Contexto da possível mudança tarifária

O governo dos Estados Unidos abriu um período para manifestações públicas sobre a revisão das tarifas de importação de máquinas e equipamentos. As contribuições podem ser enviadas até o dia 1º de julho, e uma audiência pública está marcada para 6 de julho. A proposta em discussão prevê o aumento da tarifa para 25%, o que impactaria diretamente as exportações brasileiras.

Recomendação da Abimaq

O presidente da Abimaq, José Velloso, destacou que as empresas têm a possibilidade de antecipar os embarques por via marítima para garantir a tarifa atual de 10%. Ele ressaltou que essa estratégia é especialmente viável para transferências de mercadorias entre matrizes e filiais, que representam uma parcela significativa do comércio bilateral.

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“A orientação é que as empresas avaliem seus estoques e contratos de venda para os Estados Unidos e, sempre que possível, antecipem os envios. O prazo é curto, mas ainda é possível aproveitar a alíquota atual”, afirmou Velloso.

Impactos para o setor

O setor de máquinas e equipamentos é um dos mais relevantes na pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos. Em 2025, as vendas para o mercado norte-americano somaram US$ 2,5 bilhões, representando cerca de 15% do total exportado pelo segmento. Uma eventual elevação da tarifa para 25% poderia reduzir a competitividade dos produtos brasileiros frente a concorrentes de outros países.

A Abimaq também recomenda que as empresas acompanhem de perto as discussões e participem da audiência pública para defender seus interesses. A associação já iniciou contatos com o governo brasileiro para buscar uma solução diplomática que evite o aumento das tarifas.

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