PF revela que Vorcaro e Miranda intimidaram jornalista Malu Gaspar
Vorcaro e Miranda intimidaram jornalista Malu Gaspar

PF intercepta diálogos que revelam intimidação a jornalista

A Polícia Federal obteve diálogos que mostram o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi, tramando uma campanha de intimidação contra a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. As conversas indicam que Miranda foi contratado para vasculhar a vida pessoal da profissional, com o objetivo de encontrar informações que pudessem ser usadas para coagir sua atuação jornalística.

“Preciso calar essa mulher”: a ordem de Vorcaro

Nos áudios interceptados, Vorcaro afirma a Miranda: “Preciso calar essa mulher”. A declaração ocorre após a publicação de reportagens sobre supostas fraudes no Banco Master. Miranda, então, inicia uma investigação paralela, buscando dados sigilosos sobre a jornalista, incluindo vida pessoal, financeira e profissional, na tentativa de encontrar algum ponto vulnerável.

Modus operandi do grupo Vorcaro

As investigações da PF reforçam que a prática de intimidar jornalistas faz parte do modus operandi do grupo liderado por Vorcaro. Em outros casos, o banqueiro já teria utilizado métodos semelhantes para tentar silenciar críticos e adversários. A ação contra Malu Gaspar é mais um episódio que expõe a estratégia de coação contra a imprensa independente.

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O Globo repudia tentativa de coação

Em nota, O Globo repudiou veementemente a tentativa de intimidação. “A liberdade de imprensa é inegociável. Tentativas de coação contra jornalistas são inaceitáveis e serão sempre combatidas”, afirmou o jornal. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também se manifestou, classificando o caso como “grave atentado à democracia”.

Impacto e próximos passos

A PF continua analisando o material apreendido, que inclui conversas de aplicativos e e-mails. Vorcaro e Miranda podem ser investigados por crimes como ameaça, perseguição e violação de sigilo. A jornalista Malu Gaspar, que cobre economia e política, segue com sua rotina de trabalho, mas sob escolta policial. O caso reacende o debate sobre a segurança de jornalistas no Brasil e a necessidade de proteção contra ataques de grupos econômicos poderosos.

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