Um homem de idade não informada foi preso em flagrante por policiais militares na manhã deste domingo (2) na Comunidade Santa Luzia, localizada no Km 22 da rodovia PA-437, no oeste do Pará. Ele é acusado de ameaçar a própria esposa com uma espingarda, além de tentar se passar por outras pessoas quando foi abordado pela guarnição. A Polícia Militar informou que o caso começou com uma ligação da enteada do suspeito por volta das 9h. A jovem relatou que o padrasto estava visivelmente embriagado, segurando uma arma de fogo e proferindo graves ameaças contra a mãe dela.
Família fugiu para casa de vizinhos
Diante do perigo imediato, mãe e filha deixaram o imóvel correndo e se abrigaram na casa de vizinhos até a chegada dos policiais. Quando a equipe chegou ao endereço, o homem permanecia trancado na residência, ainda armado, e gritava que mataria qualquer pessoa que se aproximasse. Os policiais precisaram fazer uma entrada tática. O agressor foi contido depois de oferecer resistência, e o uso de algemas foi necessário para controlar a situação e assegurar a integridade de todos os envolvidos.
No momento da abordagem, o suspeito também tentou ludibriar os militares informando diferentes nomes. A tentativa de dificultar a identificação, no entanto, não impediu o reconhecimento e a condução do homem à delegacia.
Espingarda e munições artesanais apreendidas
Durante as buscas no interior da casa, a PM localizou uma espingarda calibre .20 sem marca aparente, quatro cartuchos carregados artesanalmente e dois cartuchos deflagrados. Todo o material foi apreendido e encaminhado junto com o suspeito à Delegacia de Polícia Civil da região, onde a ocorrência foi registrada. De acordo com a polícia, o preso deverá responder pelos crimes de ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha, posse ilegal de arma de fogo e resistência.
A espingarda apreendida não tinha marca aparente, o que sugere possível origem artesanal. A posse ou porte de arma de fogo sem registro é crime previsto no Estatuto do Desarmamento. Os quatro cartuchos carregados artesanalmente e os dois deflagrados também foram recolhidos como evidência para o inquérito policial.
Ameaças se repetiam havia meses
Em depoimento, a vítima revelou que vinha sendo ameaçada pelo companheiro havia vários meses, mas nunca tinha registrado boletim de ocorrência por medo de represálias. Ainda segundo o relato, as ameaças eram constantes, mas a formalização da denúncia sempre era adiada por receio de que a situação se agravasse. Somente após a intervenção da PM e a prisão em flagrante é que o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades.
A Polícia Militar reforça a orientação para que mulheres em situação de violência doméstica procurem ajuda o quanto antes, seja por meio do 190, da Delegacia da Mulher ou de outros canais de denúncia. O acionamento rápido de vizinhos, familiares e amigos pode ser decisivo para interromper um quadro de risco, como ocorreu neste domingo.



