Mulher é presa por armazenar material de abuso sexual infantil em Botucatu
Presa por armazenar material de abuso sexual infantil em Botucatu

Uma mulher de 42 anos foi presa em flagrante na tarde de terça-feira (16) na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Botucatu, interior de São Paulo, sob suspeita de armazenar e possuir material de abuso sexual infantil em seu aparelho celular. A prisão ocorreu enquanto a equipe de investigação cumpria um mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Criminal, que inicialmente tinha como alvo o marido da suspeita.

Investigação paralela contra o padrasto

O homem é investigado em um inquérito paralelo por suspeita de abuso sexual contra a enteada, de 17 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais civis foram até a residência do casal, mas não encontraram o investigado de imediato. Após contato, ele compareceu à delegacia e entregou seu celular. No aparelho, foram encontradas mensagens que indicavam a produção anterior de gravações ilegais da adolescente, mas nenhum arquivo de vídeo suspeito estava armazenado no dispositivo. O celular e um notebook do suspeito foram confiscados para perícia técnica, e ele foi liberado.

Descoberta dos arquivos no celular da mãe

Na sequência, a mãe da vítima compareceu à DDM acompanhada de um advogado. Ao examinar o telefone dela, os policiais localizaram dois arquivos de vídeo com conteúdo restrito: uma gravação da própria filha da suspeita tomando banho e um vídeo de um menino desconhecido, com idade estimada entre 12 e 13 anos, em cenas de abuso sexual. A denúncia foi feita pelo pai da adolescente, que afirmou que o padrasto filmava a jovem por baixo da porta do banheiro enquanto ela tomava banho.

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Conhecimento da mãe e prisão

A investigação apontou que a mãe tinha conhecimento das gravações e que a própria vítima já havia visualizado os arquivos armazenados no telefone da suspeita. A mulher foi presa em flagrante e encaminhada à Cadeia de Custódia da Delegacia Seccional de Botucatu, onde permanecerá à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

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