Pai admite: 'Enrolei e coloquei na sacola'; casal preso por matar recém-nascido em Duque de Caxias
Pai admite ter colocado bebê morto em sacola; casal preso em Duque de Caxias

Um casal foi preso em flagrante na última sexta-feira, 26 de julho de 2026, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, acusado de matar o próprio filho recém-nascido por asfixia. Segundo a Polícia Civil, o bebê nasceu com vida, mas foi sufocado pela mãe minutos após o parto, logo depois de a criança começar a chorar. O pai, por sua vez, admitiu ter enrolado o corpo do recém-nascido em um saco plástico e o escondido em um cômodo da residência onde o crime ocorreu.

Confissão chocante

Em depoimento, o pai declarou: “Eu só enrolei e coloquei ele na sacola.” A frase, registrada no boletim de ocorrência, revela a frieza com que o casal tratou a morte do bebê. A mãe, ainda sob efeito do parto, confirmou que não queria a gravidez e que o choro da criança a teria irritado. “Ela disse que não aguentava mais ouvir o choro e que por isso tapou a boca e o nariz do menino”, afirmou o delegado responsável pelo caso.

Gravidez mantida em segredo

Investigações preliminares indicam que a gestação foi escondida de familiares e vizinhos. O casal, que já possuía outros filhos, teria planejado o crime. A Polícia Civil apura se houve premeditação e se o pai auxiliou a mãe no momento do parto. Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que nunca viram a barriga da mulher, que usava roupas largas para disfarçar.

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Cena do crime

Os agentes chegaram ao local após denúncia anônima. No interior da casa, encontraram o corpo do recém-nascido dentro de um saco plástico preto, escondido atrás de um guarda-roupas. O bebê, do sexo masculino, ainda estava com o cordão umbilical ligado à placenta, o que indica que o parto ocorreu horas antes. Peritos da Polícia Civil constataram sinais de asfixia mecânica.

Prisão em flagrante

O casal foi autuado por homicídio qualificado, com duas qualificadoras: motivo torpe (rejeição à paternidade/maternidade) e emprego de meio cruel (asfixia). A pena para esse crime pode chegar a 30 anos de reclusão. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional e aguardam audiência de custódia. A Justiça do Rio de Janeiro decretou prisão preventiva para evitar que os acusados fujam ou destruam provas.

Repercussão e comoção

O caso gerou comoção entre moradores de Duque de Caxias. “Não consigo entender como alguém faz isso com um filho”, disse uma vizinha que preferiu não se identificar. A delegacia local instaurou inquérito para investigar se o casal já havia cometido atos violentos contra os outros filhos. Conselhos Tutelares foram acionados para acompanhar as crianças que viviam com o casal.

O crime reforça a discussão sobre saúde mental e apoio a gestantes em situação de vulnerabilidade. Especialistas apontam que a falta de acolhimento e o medo do julgamento social podem levar mulheres a esconder a gravidez. “É fundamental que haja políticas públicas de prevenção e assistência, para que tragédias como essa não se repitam”, afirmou a psicóloga criminalista Dra. Ana Beatriz, sem relação direta com o caso.

Próximos passos

A Polícia Civil agora aguarda laudos complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A análise toxicológica e a necropsia detalhada devem confirmar a causa exata da morte. O casal deve passar por exames de sanidade mental antes de ser julgado. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já ofereceu denúncia e pediu a citação dos acusados para responderem pelos crimes.

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