Missionário e esposa presos no RS por morte de filho de 3 anos espancado
Missionário e esposa presos no RS por morte de filho

O missionário americano Dandre Jermaine Grayson e sua esposa, Mayanna Angelina Rodgers, foram presos no Rio Grande do Sul acusados pela morte do filho de 3 anos, Oliver. A criança foi espancada pelo pai após não lhe dar 'bom dia'. De acordo com a polícia, o casal utilizava violência física para 'disciplinar' os filhos, baseando-se em crenças culturais e religiosas.

Detalhes do crime e da prisão

O crime ocorreu em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre. Oliver foi agredido pelo pai no último fim de semana e não resistiu aos ferimentos. A polícia foi acionada após denúncia anônima e, ao chegar ao local, encontrou a criança já sem vida. Os pais foram presos em flagrante.

Além de Oliver, o casal tem outros quatro filhos, com idades entre 1 e 9 anos. Todos apresentavam sinais de agressões frequentes. Segundo a delegada responsável pelo caso, 'eles usavam violência como método de correção, alegando que a cultura e a religião indicavam esse caminho'.

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Versão da esposa e acusações

Mayanna, em depoimento, afirmou ser vítima de violência doméstica por parte do marido. No entanto, a polícia a considera coautora dos crimes. Ela foi indiciada por tortura e homicídio, assim como o marido. 'Ela participava ativamente das agressões e não protegeu os filhos', afirmou a delegada.

A investigação aponta que as agressões eram constantes e que as crianças viviam em situação de medo e maus-tratos. O casal estava no Brasil há cerca de dois anos, atuando como missionários em uma igreja local.

Repercussão e próximos passos

O caso gerou comoção na comunidade local e entre os fiéis da igreja onde o casal atuava. A polícia continua investigando se outras pessoas sabiam das agressões e se omitiram. Os quatro filhos sobreviventes foram encaminhados para o Conselho Tutelar e estão sob proteção judicial.

Dandre e Mayanna permanecem presos preventivamente, aguardando julgamento. Eles podem pegar penas que somam décadas de prisão por homicídio qualificado, tortura e maus-tratos.

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