Chacina em Goiatuba: mãe ouve ameaças do ex-namorado antes de filha ser morta
Chacina em Goiatuba: mãe ouve ameaças do ex antes de filha morta

A jovem Jainy Chaves, de 29 anos, foi morta pelo ex-namorado Leonardo José de Araújo, de 43 anos, na chacina que também matou outras duas pessoas em Goiatuba, no sul de Goiás. Momentos antes do crime, ela falou com a mãe enquanto era ameaçada por ele. A chacina foi descoberta após a jovem conseguir enviar a localização para a irmã antes de morrer, conforme a polícia.

Ameaças durante ligação

Em entrevista à TV Anhanguera, Maria Raimunda Barbosa Souza descreveu o momento em que recebeu uma ligação do suspeito minutos antes de ele matar a filha. Segundo ela, Leonardo usou o celular de Jainy para fazer a chamada. "Ele disse: 'Aqui não é ela, é eu, o Leonardo'. Aí falou: 'Você sabia que sua filha vai morrer? Eu vou matar ela e vou me matar também'", relembrou a mãe, emocionada.

Durante a ligação, Jainy conseguiu falar rapidamente ao fundo. "Ô mãe, me perdoa. Me perdoa. Eu te amo." O g1 não conseguiu localizar a defesa de Leonardo José de Araújo para que se manifestasse sobre o caso.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Detalhes do crime

O crime aconteceu na terça-feira (28), em Goiatuba. Além de Jainy, Beatriz Soares Souza, de 27 anos, e Nahtan Campos, de 35 anos, também foram mortos. Os dois foram encontrados em uma casa de uma propriedade rural. Segundo a Polícia Civil, após matar Beatriz e Nahtan, Leonardo saiu da fazenda com Jainy em um carro, percorreu cerca de 12 quilômetros e, em seguida, matou a ex-namorada antes de atirar contra o próprio corpo.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Patrick Carniel, mesmo baleada, Jainy ainda conseguiu avisar a irmã sobre o que havia acontecido e enviar a localização onde estava. A mensagem permitiu que a Polícia Militar chegasse ao local da ocorrência.

Família surpresa

Segundo apuração da TV Anhanguera, Jainy e Leonardo haviam namorado. De acordo com a família, porém, a jovem mantinha a vida pessoal de forma reservada e nunca demonstrou que estivesse correndo risco. Na entrevista, a mãe contou que costumava perguntar onde a filha estava, mas sempre recebia respostas tranquilizadoras. "Ela nunca comunicou a vida particular dela para nós. A gente perguntava: 'Minha filha, onde é que tu tá?'. Ela dizia: 'Ah mãe, eu tô em paz, tô bem'. Para mim, ela estava num lugar protegido. Sempre dizia: 'Mãe, não se preocupa comigo não'", lamentou Maria Raimunda.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar