O baterista Antônio Carlos de Amorim, de 50 anos, conhecido como Deda, morreu após ser brutalmente espancado com barras de ferro na noite de terça-feira (29) em Picos, no Sudeste do Piauí. O crime ocorreu nas proximidades do Estádio Municipal Helvídio Nunes de Barros. Apesar de ter sido socorrido com vida, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu em decorrência de traumatismo cranioencefálico.
Agressão brutal e confusão de identidade
Segundo o filho da vítima, Robson Jackson, em entrevista ao g1, Deda pode ter sido confundido com um criminoso antes das agressões. "Ele nunca teve treta com ninguém. Eles podem ter confundido ele com outra pessoa, mas a gente não tem certeza e estamos com fé de que os indivíduos possam ser presos o mais rápido possível", disse Robson. A família está abalada e clama por justiça.
Robson soube do espancamento quando o pai já havia sido encaminhado ao hospital. Antônio relatou aos médicos sentir fortes dores pelo corpo e foi levado à sala vermelha da unidade, mas não resistiu. Os golpes atingiram principalmente a região da cabeça, resultando em traumatismo cranioencefálico fatal.
Investigação policial e buscas por suspeitos
A Polícia Militar do Piauí informou ao g1 que realiza buscas para identificar os autores do crime. Até a última atualização desta reportagem, nenhum suspeito havia sido localizado. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Picos, que analisa imagens de câmeras de segurança e colhe depoimentos de testemunhas.
O corpo de Antônio Carlos de Amorim foi velado na manhã desta quarta-feira (30) na rua Piauí, no bairro Paroquial, em Picos. Amigos e familiares compareceram para prestar as últimas homenagens ao músico, que era conhecido na região por seu trabalho como baterista.
Repercussão e apelo por justiça
A morte violenta do baterista gerou comoção na cidade. Moradores de Picos manifestaram indignação nas redes sociais e pedem celeridade nas investigações. Robson Jackson, filho da vítima, fez um apelo: "Esperamos que a polícia encontre os culpados e que eles paguem pelo que fizeram. Meu pai era uma pessoa trabalhadora e não merecia isso".
A Polícia Civil não descarta nenhuma linha de investigação, incluindo a possibilidade de erro de identificação apontada pela família. As autoridades pedem que qualquer informação sobre o caso seja repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.



