Prisão no Espírito Santo encerra busca por suspeito de feminicídio
Um homem acusado de feminicídio foi preso no Espírito Santo, encerrando uma investigação que mobilizou as polícias Civil do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. O crime ocorreu em junho deste ano, no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. O suspeito, que estava foragido, foi localizado após trabalho conjunto da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSI) com a Polícia Civil capixaba.
Crime motivado por ciúmes
Segundo as investigações, o acusado atacou a ex-companheira por ciúmes, cometendo o feminicídio no Jardim Catarina. O corpo da vítima foi encontrado pela polícia, e as diligências iniciais apontaram rapidamente para a autoria do ex-companheiro, que fugiu logo após o crime. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí assumiu o caso e iniciou as buscas.
Investigação conjunta e histórico criminal
Com a informação de que o suspeito poderia ter se refugiado no Espírito Santo, a DHNSI acionou a Polícia Civil capixaba, que realizou o monitoramento e a captura. O homem possui ligação com a facção criminosa ADA (Amigos dos Amigos) e tem histórico criminal por tráfico de drogas. A prisão foi efetuada em uma operação conjunta, e o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional capixaba, aguardando transferência para o Rio de Janeiro.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro destacou a importância da cooperação interestadual para a prisão. De acordo com a corporação, a integração entre as forças policiais é fundamental para combater a impunidade em casos de feminicídio, que têm alta taxa de letalidade e requerem respostas rápidas.
Feminicídio em números no estado
O caso reforça os alarmantes índices de violência contra a mulher. No estado do Rio de Janeiro, segundo dados oficiais, os feminicídios representam uma parcela significativa dos homicídios dolosos, e as autoridades têm intensificado as operações para prender foragidos. O suspeito agora responderá por homicídio qualificado (feminicídio) e poderá pegar até 30 anos de reclusão.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou o nome do suspeito nem da vítima, para preservar as investigações e a família. A DHNSI continua apurando se o crime teve a participação de outras pessoas ou se há ligações com o tráfico de drogas da região.



