Um estudo conduzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério das Cidades identificou 15 projetos prioritários de mobilidade para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com investimento total estimado em R$ 68 bilhões. A iniciativa prevê a ampliação da rede de transporte de média e alta capacidade dos atuais 500 quilômetros para quase 700 quilômetros, o que deve elevar o número de passageiros transportados diariamente de 1,6 milhão para 5,9 milhões.
Principais projetos e benefícios
Entre as soluções propostas estão a transformação dos corredores de BRT em sistemas de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a criação de novas linhas de metrô e a expansão da malha de VLTs. O plano visa integrar diferentes modais e reduzir o tempo de deslocamento dos usuários, além de diminuir a emissão de poluentes. Segundo o estudo, a implementação completa dos projetos pode gerar um aumento de 270% na demanda por transporte público na região.
Investimento e cronograma
O valor de R$ 68 bilhões será destinado a obras de infraestrutura, aquisição de frota e sistemas de bilhetagem. O cronograma estimado para a conclusão das intervenções varia de 5 a 15 anos, dependendo da complexidade de cada projeto. O BNDES atuará como agente financiador, podendo captar recursos junto a organismos multilaterais e parcerias público-privadas.
Impacto na mobilidade urbana
Com a expansão da rede, a expectativa é que a cobertura do transporte de massa alcance bairros atualmente mal atendidos, especialmente na Baixada Fluminense e na Zona Oeste do Rio. O estudo destaca que a integração entre metrô, VLT, BRT e trens urbanos será fundamental para otimizar os deslocamentos. “A proposta não é apenas construir novos trilhos, mas criar um sistema verdadeiramente integrado, com tarifação unificada e frequência adequada”, afirmou um técnico do BNDES envolvido no levantamento.
Próximos passos
O documento será apresentado aos governos estadual e municipais, que deverão priorizar os projetos de acordo com a viabilidade técnica e financeira. A sociedade civil será convidada a participar de audiências públicas para discutir as propostas. O Ministério das Cidades informou que o plano está alinhado com a Política Nacional de Mobilidade Urbana e com as metas de descarbonização do setor de transportes.



