A mobilização popular em torno do atacante Endrick, de 19 anos, transformou-se em um fenômeno de marketing durante a Copa do Mundo de 2026, apesar de ele ter atuado apenas 34 minutos em campo. A febre pelo jovem jogador ultrapassou as quatro linhas, influenciando campanhas publicitárias e gerando disputas entre empresas, além de acusações de 'marketing de emboscada'. O estafe de Endrick e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) monitoram de perto o uso não autorizado de sua imagem.
Febre nas redes e disputa por imagem
Endrick, que ainda não havia estreado como titular na competição, tornou-se um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, com torcedores pedindo sua entrada em campo. A mobilização popular chamou a atenção de marcas, que passaram a disputar o direito de associar seus produtos ao jogador. Empresas não patrocinadoras oficiais da seleção tentaram se aproveitar da popularidade do atleta, gerando alerta entre os responsáveis por sua imagem.
Segundo fontes próximas ao estafe, o volume de pedidos de uso de imagem cresceu exponencialmente, e várias solicitações foram negadas por não estarem alinhadas com o planejamento de marketing do jogador. A CBF também reforçou a fiscalização para coibir o chamado 'marketing de emboscada', prática em que empresas usam a imagem de atletas sem autorização para promover seus produtos.
Valorização da marca pessoal
O fenômeno Endrick não se limita ao futebol. Especialistas em marketing esportivo apontam que o jogador, mesmo com pouco tempo em campo, já consolidou uma marca pessoal valiosa. 'Endrick representa a nova geração do futebol brasileiro, e sua imagem é extremamente atrativa para o mercado publicitário', afirma um analista de marketing consultado. A expectativa é de que, com o aumento de sua participação em jogos, o valor de sua marca cresça ainda mais.
Até o momento, Endrick não marcou gols na Copa, mas sua simples presença no banco de reservas gera engajamento. A CBF e o estafe do jogador trabalham em conjunto para garantir que o uso de sua imagem seja feito de forma ética e dentro dos contratos já firmados.
Impacto para a seleção brasileira
A situação também levanta questões sobre a gestão de imagem de jovens talentos pela CBF. A entidade tem buscado proteger os atletas de exposição excessiva, mas o fenômeno Endrick mostra que o marketing pode ser uma faca de dois gumes. 'É positivo que o jogador tenha tanto apelo, mas é preciso cuidado para que isso não desvie o foco do futebol', pondera um dirigente da CBF.
Com a seleção brasileira ainda na disputa pelo título, a expectativa é que Endrick ganhe mais minutos em campo, o que deve intensificar ainda mais o interesse do mercado. Por enquanto, o jovem atacante segue como um dos principais ativos de marketing do futebol nacional.



