O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira que o número de trabalhadores desalentados no país atingiu o menor patamar desde o período da recessão de 2015-2016. No segundo trimestre de 2026, o total de pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma vaga caiu para 3,2 milhões, uma redução de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Queda expressiva na comparação histórica
Segundo a pesquisa, o contingente de desalentados é o mais baixo desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando o país começava a entrar na recessão. Naquele ano, o número era de 3,1 milhões. O coordenador da pesquisa, Rodrigo Silva, destacou: “É um sinal claro de melhora no mercado de trabalho, com mais pessoas retomando a busca ativa por oportunidades ou sendo absorvidas pelo mercado.”
Impacto da recuperação econômica
A redução dos desalentados acompanha a recuperação do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego no segundo trimestre de 2026 ficou em 8,5%, a menor para o período desde 2014. Especialistas atribuem a melhora ao crescimento do PIB, que deve superar 2,5% este ano, e à geração de empregos formais. Apesar do avanço, o IBGE ressalta que ainda há 1,5 milhão de desalentados a mais do que no pré-recessão de 2014.
Características dos desalentados
O perfil dos desalentados continua concentrado em mulheres (58%), jovens de 18 a 24 anos (40%) e pessoas com ensino fundamental incompleto. A região Nordeste concentra o maior percentual, com 35% do total. O IBGE também apontou que o tempo médio de afastamento do mercado de trabalho para esse grupo é de 12 meses.



