Viúva aponta pedreiro como suspeito de morte de Wallace em Itaquaquecetuba
Viúva aponta pedreiro em morte de Wallace em Itaquaquecetuba

A suspeita da viúva de Wallace Serodio Prado é de que o pedreiro que acompanhou o último serviço do marido tenha participação na morte dele. Wallace, que morava na capital paulista, foi encontrado parcialmente carbonizado na sexta-feira (31), em Itaquaquecetuba, depois de desaparecer após sair para um conserto de portão.

Segundo Hellen Araújo Prado, Wallace deixou a capital paulista para realizar o reparo em uma residência e, a partir de então, não respondeu mais a mensagens nem atendeu a ligações. O desaparecimento foi registrado na quinta-feira (30), na Delegacia de Itaquaquecetuba.

Desaparecimento e localização do corpo

Após buscas realizadas por amigos e familiares, o corpo de Wallace foi encontrado parcialmente carbonizado na Avenida Brasil, em Itaquaquecetuba, na noite de sexta-feira (31). A identificação foi feita pelas roupas e pelos calçados usados por ele no dia do desaparecimento, e exames foram realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

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Hellen contou que foi até o imóvel onde o marido prestou o serviço. No local, o proprietário informou que o pagamento pelo conserto seria feito pelo pedreiro, já que ele teria causado o dano no motor do portão. O pedreiro, por sua vez, afirmou que Wallace realizou o serviço e deixou o imóvel, mas disse que não sabia para onde ele havia seguido.

“A gente começou a procurar pelo Wallace porque os últimos sinais do celular indicavam que ele estava na região de Itaquá”, disse Hellen.

Contradições na versão do pedreiro

A viúva relatou que a família teve acesso a imagens de câmeras de segurança que, segundo ela, mostram o pedreiro pilotando a motocicleta de Wallace. A moto foi encontrada abandonada na manhã de sexta-feira (31), antes da localização do corpo.

“O pedreiro foi possivelmente a última pessoa que viu o meu marido, porque era ele quem faria o pagamento pelo serviço”, disse Hellen.

Ela também afirmou ter estranhado a forma de pagamento informada pelo pedreiro. Segundo a viúva, ele disse que quitou o serviço integralmente em dinheiro, mas, dias antes, Wallace havia informado que receberia parte do valor no cartão e parte em dinheiro. O pedreiro ainda disse não saber a que horas Wallace terminou o trabalho e que ele teria dito que iria para outro serviço. Isso chamou a atenção da família, pois Wallace havia saído de casa dizendo que faria apenas aquele atendimento naquele dia.

Hellen afirmou ainda que o proprietário do imóvel comentou que o serviço realizado por Wallace aparentava não ter sido concluído. O g1 tenta localizar o pedreiro citado pela viúva da vítima.

Investigação e despedida

A Secretaria de Segurança Pública informou que o caso foi registrado como homicídio na Delegacia de Itaquaquecetuba. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias da morte e a participação do pedreiro.

Segundo amigos, o corpo de Wallace foi localizado por eles, que acionaram a Polícia Militar. A ocorrência foi encaminhada ao IML para os exames necessários.

“O Wallace não merecia isso. Ele era uma pessoa muito boa. Nossas filhas perguntam por ele, meu enteado também. Toda a família está sofrendo”, desabafou Hellen.

Wallace será velado e enterrado neste domingo (2), no Cemitério da Cantareira, na capital paulista. Ele deixa a esposa, duas filhas de 5 anos e um enteado de 15 anos.

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