Uma vereadora do Rio Grande do Sul declarou em vídeo que usou uma vassoura para agredir a própria cadela, chamada Maristela. A declaração viralizou nesta terça-feira (7) e gerou forte repercussão nas redes sociais e entre autoridades. O caso foi registrado na Polícia Civil como maus-tratos a animais.
O vídeo e a confissão
No trecho de uma live realizada em 29 de junho, Eva Coelho Rosa, conhecida como Simplesmente Eva (PL), de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste do estado, aparece com um cachorro no colo e afirma: "Eu peguei a vassoura e grudei na cabeça da Maristela, mas grudei sem pena." A parlamentar ainda relatou que a batida foi tão forte que o animal começou a convulsionar e que ela não prestou socorro: "Vai convulsionar até... porque eu não vou mexer um dedo. Um dedo. Tem água ali, a melhor ração, tem cama. Não presta pra nada."
Motivação e justificativa
A agressão teria sido motivada por uma briga entre a cadela e outro cão. A vereadora alegou que estava separando a briga e justificou: "Não me interessa de maus-tratos. Maus-tratos sou eu que estou botando os ‘bofe’ pra fora pra apartar a briga."
Repercussão e investigação
O caso foi registrado na Polícia Civil e será investigado como maus-tratos a animais. A Associação Santanense de Proteção aos Animais (Aspa) publicou nota de repúdio e afirmou que acompanhará a investigação. Segundo a entidade, "o conteúdo divulgado publicamente apresenta elementos que justificam a atuação das autoridades responsáveis, especialmente para verificar as circunstâncias narradas, o estado de saúde dos animais envolvidos e a eventual ocorrência de maus-tratos."
O deputado federal Matheus Laiola (União-PR), que atua na causa animal, publicou o vídeo nas redes sociais e informou que enviou ofício à Câmara Municipal de Santana do Livramento, ao Ministério Público e à Polícia Civil pedindo investigação. Laiola declarou: "Quem ocupa um cargo público tem o dever de dar o exemplo, jamais de naturalizar ou justificar maus-tratos contra um animal."
Posição da vereadora
O g1 procurou a vereadora, que disse que enviaria uma manifestação, mas não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.



