Vereador Cesinha é investigado por estupro em Sertãozinho
Vereador Cesinha investigado por estupro em Sertãozinho

A Câmara Municipal de Sertãozinho (SP) instaurou uma comissão processante para investigar o vereador Antonio Cesar Peghini, o Cesinha (PL), acusado de estuprar uma mulher dentro do próprio gabinete. O caso, que também corre na Polícia Civil, ganhou novos contornos com a divulgação de mensagens e o depoimento da vítima, que relatou ter sido coagida e violentada em junho deste ano.

O caso: denúncia de estupro no gabinete

Segundo o relato da vítima à Polícia Civil e à Câmara, o crime ocorreu no dia 15 de junho. A mulher, moradora da cidade, afirma que procurou o parlamentar em busca de ajuda para conseguir um emprego. As conversas sobre trabalho, no entanto, teriam evoluído para investidas de cunho sexual, culminando em um encontro no gabinete, em horário marcado, quando o vereador estaria sozinho.

Em entrevista, a vítima disse que "paralisou" durante a abordagem e que não adiantaria gritar, pois a secretária do vereador já havia sido dispensada. Ela apresentou mensagens em que Cesinha teria dito que dispensaria a secretária mais cedo e a orientado a chegar às 17h. Após o ato, ela afirma ter saído em estado de choque e até dado carona ao vereador por se sentir coagida.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Quem é o vereador denunciado?

Cesinha, de 56 anos, está no sexto mandato como vereador, somando cerca de 30 anos de vida pública. Em 2017, ele chegou a ser investigado e cassado por gastos com queijo e vinho com verba pública, mas o caso foi arquivado. Em 2018, durante uma confusão na Câmara, ele agrediu um assessor de um parlamentar.

O vereador nega todas as acusações. Em sua defesa, alega ser alvo de uma tentativa de extorsão e afirma que provará sua inocência ao longo do processo. "Não houve qualquer ato sexual sem consentimento", declarou, acrescentando que não fez promessa de emprego, pois "a função de vereador não tem o poder de gerar empregos".

Investigação na Câmara: comissão processante

A Câmara investigará quebra de decoro parlamentar e má conduta de improbidade administrativa. A comissão é composta pelos vereadores Juan Luis Flores Bertuso, José André Roberto Mazer e Marília Gabriela Fernandes da Silva. Eles analisarão documentos, mensagens de celular, imagens das câmeras de segurança do prédio e ouvirão testemunhas, além da vítima e do denunciado. O prazo para conclusão do relatório é de até 90 dias.

Ao final dos trabalhos, o relatório será submetido a votação no plenário, que pode resultar na cassação do mandato, caso as provas sejam consideradas contundentes, ou no arquivamento do processo.

Polícia Civil e medidas protetivas

Paralelamente, a Polícia Civil investiga o caso como suspeita de crime contra a dignidade sexual. A Justiça já concedeu medidas protetivas à vítima, proibindo Cesinha de manter contato ou de se aproximar dela, de familiares e testemunhas a uma distância mínima de 300 metros.

Cesinha afirmou que confia no Judiciário e que não tem interesse ou motivos para descumprir as ordens judiciais. Durante a sessão que criou a comissão processante, ele pediu aos colegas que votassem favoravelmente à investigação, para que pudesse provar sua inocência.

O caso segue em aberto, com desdobramentos tanto na esfera política quanto criminal. A comunidade de Sertãozinho acompanha com expectativa os próximos passos da investigação.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar